Chiara Ferragni esteve em São Paulo nesta semana para compromissos profissionais. A influenciadora digital italiana, que responde a um processo por fraude em campanhas beneficentes na Itália, passou três dias na capital paulista a convite da fintech brasileira PicPay.
Ferragni foi a principal convidada do lançamento da Epic, nova marca do banco digital voltada para clientes de alta renda. O evento foi realizado no Teatro B32, na Avenida Faria Lima, zona oeste da cidade, e contou com um público restrito de 200 pessoas. Entre os presentes estavam nomes conhecidos como Carla Diaz, Gkay, Pathy Dejesus, Raissa Santana e Rita Carreira.
O evento ganhou destaque nas redes sociais por sua comunicação enigmática com os convidados, que recebiam mensagens cifradas sobre a festa. A noite teve show do cantor Alexandre Pires.
Durante a programação, Ferragni participou de uma conversa com Yasmin Ali Yassine, do programa Venus Podcast. No talk, a empresária relembrou a trajetória nas redes sociais como uma das primeiras influenciadoras digitais do mundo e comentou sua atuação como empreendedora.
Nas redes sociais, a italiana afirmou que o Brasil é um de seus países preferidos. “Foi minha terceira vez em São Paulo e minha quinta vez em um dos meus países favoritos, o Brasil. Mal posso esperar para voltar”, escreveu em publicação neste domingo (30), mesclando inglês e português.
Em seus dias livres, a italiana visitou pontos turísticos tradicionais da cidade. Ela passou pelo Parque do Ibirapuera, uma das maiores áreas verdes da capital, e pelo Beco do Batman, travessa localizada na Vila Madalena, bairro boêmio da zona oeste conhecido pelos murais de arte urbana.

O compromisso da influenciadora com o PicPay marca sua primeira aparição pública após ser formalmente acusada de fraude pelo Ministério Público de Milão. Segundo a investigação, Ferragni teria lucrado indevidamente 2,2 milhões de euros (R$ 13,6 milhões) com a venda de pandoros e ovos de Páscoa entre 2021 e 2023. Os produtos eram comercializados com promessas de repasse dos lucros a ações de caridade, o que não se confirmou na prática.
A investigação aponta que as doações foram feitas antes mesmo do início das campanhas e com valores inferiores aos montantes arrecadados. Diante da repercussão negativa, Ferragni doou 1 milhão de euros (R$ 6,2 milhões) ao hospital infantil em Turim e outros 1,2 milhão (R$ 7,4 milhões) à ONG envolvida.
Apesar disso, o Ministério Público solicitou sua condenação a um ano e oito meses de prisão. Em audiência realizada na semana passada, Ferragni se defendeu: “Nós fizemos tudo em boa-fé, ninguém lucrou com isso”, afirmou diante do juiz.
































































