A melhora das filas de espera na saúde pública da Itália pode ser apenas um efeito contábil, sem tradução em atendimento real aos pacientes. A plataforma nacional das listas de espera contabilizou mais de 14,9 milhões de agendamentos no primeiro semestre de 2026, com prazos cumpridos em 78,5% das consultas e 84,6% dos exames. Ao decompor o dado, porém, a Fundação Gimbe aponta que a melhora efetiva fica abaixo de 20%, informou o jornal La Stampa, nesta terça-feira (22).
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O sistema italiano organiza consultas e exames por classes de prioridade, com prazos que vão de três a 120 dias. A contagem oficial considera a primeira data proposta, não o agendamento confirmado nem a consulta realizada. Assim, o prazo é dado como cumprido mesmo quando o paciente recusa a data por ser distante de sua cidade ou incompatível. Em 2025, apenas uma prescrição em cada duas resultou em agendamento pelo sistema público. O destino da outra metade é desconhecido.
Os avanços aparecem em 13 das 14 consultas e em 19 dos 22 grupos de exames. Ficam para trás seis consultas e três exames, entre eles a colonoscopia, com só 69,8% no prazo, a gastroscopia e a eletromiografia. Pioraram a consulta ortopédica, a tomografia de tórax e as ressonâncias magnéticas. As diferenças entre regiões são grandes, com divergência de 44,2 pontos nas consultas.
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