Cidades italianas começaram a adotar aparelhos para flagrar bicicletas elétricas adulteradas, em uma fiscalização que prevê multas de 5 mil a 15 mil euros e apreensão do veículo. Os equipamentos, chamados de bici-velox, usam uma plataforma com rolos que mede a potência do motor e a velocidade de uso. Em algumas cidades, dos controles feitos no último ano, 8 de cada 10 e-bikes verificadas estavam irregulares, informou o jornal Il Messaggero, nesta sábado (10).
Leia também: Itália aprova uma das leis de trânsito mais rígidas da Europa
O ponto está no limite legal do motor. Pelo Código de Trânsito italiano, a bicicleta de pedalada assistida precisa ter motor elétrico auxiliar de potência nominal contínua máxima de 0,25 kW, ou 0,5 kW no transporte de carga, com a força reduzida de forma gradual e cortada ao atingir 25 km/h, ou antes, se o ciclista parar de pedalar. Quem não cumpre essas regras passa a ser tratado como ciclomotor, com obrigação de emplacamento, placa, capacete e seguro.
As entidades Assoutenti e Fiab, Federação Italiana de Meio Ambiente e Bicicleta, fizeram o balanço da fiscalização. Segundo estimativas citadas pelas duas, circulam hoje na Itália 1,8 milhão de e-bikes, com alta de 50% em cinco anos, puxada por incentivos à compra. À procura por mobilidade sustentável soma-se o uso por entregadores, que trocaram bicicletas comuns pelas elétricas para fazer mais entregas em menos tempo.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.