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Feola: ítalo-brasileiro dirigiu Seleção na Copa de 58

Vicente Feola, primeiro técnico campeão mundial era filho de imigrantes italianos

Feola
Feola: ítalo-brasileiro dirigiu Seleção na Copa de 58 | Arquivo

A série “Herança Italiana – Personalidades” apresenta hoje a trajetória do imigrante italiano Vicente Feola, treinador da Seleção Brasileira no primeiro título mundial, na Copa do Mundo da Suécia, em 1958.

Vicente Ítalo Feola nasceu em São Paulo em 1º de novembro de 1909, filho de uma família de imigrantes italianos que chegaram ao Brasil no final do século 19, vindos da cidade de Castellabate, distante 126 quilômetros ao sul de Nápoles.

A carreira esportiva desse ítalo-brasileiro é marcada pelo sucesso dentro de campo e por decisões acertadas que marcariam para sempre seu currículo.

Pelé em 58: acerto de Feola

Decisão acertada

Ele é conhecido, por exemplo, por sua grande insistência para que o então novato jogador Pelé não fosse cortado do grupo que iria para a Copa do Mundo de 58.

Naquela época, Pelé tinha 17 anos e tinha sido atingido violentamente pelo jogador Ari Clemente, do Corinthians, durante um jogo treino entre a Seleção Brasileira e o time paulista.

Como estava contundido, por pouco Pelé não ficou fora da Copa, mas Vicente Feola e Paulo Machado de Carvalho foram teimosos e conseguiram convencer João Havelange, então presidente da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a manter o atleta na delegação.

Feola era funcionário do São Paulo

Feola nos clubes

O treinador começou sua trajetória nos gramados como jogador de futebol atuando pelos times São Paulo Futebol Clube da Floresta, Auto Futebol Clube e Americano.

Como treinador, iniciou a carreira na Portuguesa Santista e logo foi treinar o São Paulo, clube onde passou a maior parte de sua carreira como técnico.

No Tricolor Paulista, Feola foi admitido como uma espécie de “faz tudo”. Era funcionário administrativo e acabou assumindo o comando técnico por diversas vezes.

Ao todo, foram oito passagens pelo São Paulo como treinador, entre 1937 e 1965, somando 532 partidas no comando da equipe.

Feola, durante um treinamento

Salvando o Nhô Quim

Uma curiosidade é que, em 1954, o São Paulo cedeu Feola por empréstimo para o Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba nas últimas partidas da primeira divisão do Campeonato Paulista.

O Nhô Quim estava para cair para a segunda divisão, mas recebeu o novo técnico e Feola acabou ajudando a equipe do interior a permanecer na divisão de elite do Paulista.

Feola teve também uma passagem rápida pelo Boca Juniors, em 1961.

Na Seleção, foram duas Copas

Feola na Seleção Brasileira

Nos períodos em que não dirigia o São Paulo, Feola era chamado para a Seleção Brasileira. Antes de ser o técnico principal, chegou a trabalhar como auxiliar na comissão técnica de Flávio Costa na Copa de 1950. Viu de perto e chorou o Maracanazo, mas acabaria sorrindo mais tarde com a glória do título na Suécia. 

Ele foi o comandante escolhido para a Copa do Mundo de 1958 e, como já citado anteriormente, sua teimosia em levar Pelé foi a responsável por apresentar ao mundo o maior jogador de todos os tempos. 

Na Copa do Mundo, o dedo de Feola foi muito importante para a conquista do título, já que o treinador faria mudanças importantes no time, como a utilização de Zagallo na ponta-esquerda, como ponto de equilíbrio, devido à sua capacidade de recompor a marcação e dar liberdade a Mané Garrincha do outro lado. E deixou Pelé brilhar ao lado de Mané. 

Feola entre o capitão Bellini e o goleiro Gilmar, com a Taça de 58

Fracasso em 1966

Feola seria o treinador da Seleção Brasileira na Copa de 1962, mas uma doença o impediu de comandar o time. Entre uma passagem e outra pelo São Paulo, e uma experiência no Boca Juniors, da Argentina, o treinador voltou a comandar o Brasil em 1966, na Inglaterra, mas a equipe acabou decepcionando.  

Antes da Copa da Inglaterra, Feola convocou um grupo com mais de 40 jogadores para os treinos. O time escolhido tinha a base campeã em 1958, com sete dos titulares da final contra a Suécia na lista. A campanha acabou com a derrota para Portugal, de Eusébio, por 3 a 1, em Liverpool, com dois gols do Pantera Negra. 

Eusébio: Carrasco de 66

Figura importante

Feola não voltaria a comandar a Seleção, mas seguiu sendo figura importante. O técnico Zagallo pedia conselhos a ele durante a Copa do Mundo de 1970, no México, que acabou com o tricampeonato brasileiro. 

Feola era o tipo bonachão e amigo dos jogadores, mas não era bem visto por alguns setores da crônica esportiva que acompanhava a Seleção Brasileira.

Em alguns jogos, foi acusado de cochilar no banco de reservas, o que foi apontado como consequência dos remédios que tomava por conta de sua saúde problemática, já que era muito obeso e chegou a pesar 150 quilos.

Vicente Ítalo Feola morreu em São Paulo no dia 6 de novembro de 1975, aos 66 anos.

Vicente Feola: figura lendária do futebol

Jogos e Títulos de Feola

Somando os amistosos, Vicente Feola dirigiu o Brasil em 74 jogos, com 54 vitórias, 12 empates e 8 derrotas. Além da Copa do Mundo de 1958, conquistou com a Seleção os seguintes títulos: Taça Oswaldo Cruz (1958), Taça Bernardo O’Higgins (1959), Copa Roca (1960) e Taça do Atlântico (1960).

Com o São Paulo, Feola conquistou o Campeonato Paulista em 1948 e 1949.

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