Estrangeiros com condenações por terrorismo, espionagem e outros crimes poderão ser impedidos de obter a cidadania italiana, segundo proposta que vai a voto na Câmara em 20 de outubro. A medida também exige comprovação de italiano em nível B1 para quem busca a cidadania por casamento ou naturalização, inclusive quem assinou o acordo de integração ou tem permissão de residência de longa duração na União Europeia. O texto ainda amplia os crimes que fazem perder a cidadania já concedida, noticiou o jornal Il Sole 24 Ore, nesta segunda-feira (19).
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Hoje o estrangeiro nascido na Itália, com residência regular e ininterrupta até os 18 anos, pode se tornar italiano por declaração apresentada, em regra, até os 19. A proposta acrescenta o bloqueio para crimes contra o Estado e os direitos políticos punidos com prisão. Para produção, tráfico e posse ilícita de droga, ou crimes agravados por discriminação e ódio étnico, nacional, racial ou religioso, será preciso condenação superior a três anos. A pena suspensa não impede a aquisição se não houver novos crimes, e a reabilitação remove o obstáculo.
A proposta é de Igor Iezzi, da Liga, com relatoria de Simona Bordonali. O líder do partido, Matteo Salvini, defendeu a norma como uma “batalha” para negar a cidadania a quem comete crimes graves.
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