O Parlamento Europeu rejeitou nesta quarta-feira (21) planos para permitir que companhias aéreas sofram atrasos maiores antes de indenizar passageiros. A decisão gera um impasse com os Estados-membros que apoiavam a mudança.
Os parlamentares votaram em Estrasburgo pela manutenção do sistema atual. Hoje, o passageiro tem direito a compensação quando o voo atrasa mais de três horas. A votação teve 632 votos a favor da manutenção e apenas 15 contra.
O texto aprovado também exige que as empresas incluam bagagem de mão no preço da passagem. Outro ponto proíbe a cobrança de taxas para que pais sentem ao lado de seus filhos durante a viagem.
Atualmente, passageiros na Europa recebem entre 250 e 600 euros em indenizações. O valor depende da distância do voo e é aplicado em atrasos superiores a três horas. As empresas aéreas afirmam que o custo é elevado e prejudica as escalas.
No ano passado, a maioria dos 27 Estados da União Europeia concordou em ampliar o prazo de atraso. A proposta previa quatro horas para voos de até 3.500 quilômetros e seis horas para trajetos mais longos. Os valores seriam reduzidos para entre 300 e 500 euros.
Como parlamentares e Estados-membros precisam concordar com o mesmo texto, uma comissão de conciliação será convocada. O objetivo é tentar encontrar um compromisso entre as partes.
O deputado Andrey Novakov, relator do texto no Parlamento, afirmou que os parlamentares estão prontos para negociar. Ele defende que a ausência de um novo acordo é melhor do que aceitar a proposta atual dos Estados, que não protegeria os passageiros.





























































