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Herança italiana

Tony Belloto: sangue italiano e alma de artista

Nascido em São Paulo, músico dos Titãs é descendente de imigrantes do Vêneto e tem cidadania italiana

O consagrado guitarrista dos Titãs, Tony Belloto, que também é apresentador de TV e escritor com vários livros publicados e colunas em jornais, tem sangue italiano nas veias. Portador de dupla cidadania, o talentoso músico é um dos mais famosos representantes da comunidade ítalo-brasileira.

Nascido em São Paulo em 30 de junho de 1960, Antonio Carlos Liberalli Belloto é filho de Heloísa Liberalli Bellotto, conhecida professora universitária e doutora em arquivística, e do historiador Manuel Bellotto.

Os dois pais de Tony Belloto são descendentes diretos de italianos de Treviso, cidade da região do Vêneto, na Itália.

Manuel é neto de Enrico Belloto, que deixou a cidade natal na esteira do fluxo imigratório que trouxe milhares de italianos a São Paulo no final do século 19. E Heloisa é tataraneta do violinista Giovanni Liberalli, que chegou de Treviso para o Rio de Janeiro em 1823, trazido pela corte de Dom Pedro I.

Os pais de Tony se casaram na década de 1950 e dessa união nasceu o famoso guitarrista e autor de romances policiais, que permanece até hoje na banda paulistana Titãs, atualmente comemorando 40 anos de estrada com o lançamento do disco Olho Furta-Cor.

Formação dos Titãs com oito integrantes e ainda com o baterista André Jung

Tony Belloto e os Titãs

A história dos Titãs começou no final da década de 1970, quando quase todos os integrantes da banda estudavam no Colégio Equipe, em São Paulo. As exceções eram justamente Tony Belloto e o baterista Charles Gavin.

A formação clássica do grupo contava com oito integrantes. Além de Belloto e Gavin, a banda tinha Paulo Miklos, Branco Mello, Sérgio Brito, Marcelo Fromer, Nando Reis e Arnaldo Antunes.

Nos primeiros anos, a banda chegou a ter nove membros, incluindo Ciro Pessoa. Ao todo, eram seis vocalistas, incluindo cantores principais e vocalistas de apoio.

O primeiro baterista do grupo foi André Jung, que foi substituído por Charles Gavin em 1985, em uma “troca de bateristas”, já que Jung foi tocar no Ira!, de onde veio Gavin.

Enquanto Arnaldo Antunes, Branco Mello e Ciro Pessoa cantavam e faziam vocais de apoio, Sérgio Britto, Nando Reis e Paulo Miklos, além de cantarem, se revezavam entre os teclados e o baixo. Marcelo Fromer fazia a guitarra rítmica e Tony Belloto era o guitarrista solo.

Formação clássica dos Titãs: Tony Belloto é o terceiro da esquerda para a direita

Programas de TV e polêmicas

Ciro Pessoa deixou o grupo antes mesmo do lançamento do primeiro álbum da banda, em 1984. O disco foi intitulado simplesmente Titãs, nome recém-adotado do grupo, que antes se chamava Titãs do Iê-Iê-Iê. Esse primeiro lançamento rendeu o sucesso Sonífera Ilha e começaram as apresentações em programas de televisão, como Chacrinha e Raul Gil.

Com o lançamento do segundo disco, Televisão (1985), produzido por Lulu Santos, o grupo seguiu fazendo sucesso. Porém, em novembro de 1985, Tony Belloto e Arnaldo Antunes foram presos. Enquanto Belotto foi acusado de porte de heroína, Arnaldo Antunes chegou a ficar preso um mês por porte e tráfico de heroína.

Cabeça Dinossauro: clássico do rock nacional

Auge criativo

As vendas ruins, apesar da visibilidade em programas de TV, e as polêmicas em que se envolveram fecharam a primeira fase da banda. Foi a partir do terceiro álbum, Cabeça Dinossauro (1986), que o grupo começou a empilhar sucessos, críticas positivas e turnês por todo o Brasil.

Com produção do lendário Liminha, ex-baixista dos Mutantes, Cabeça Dinossauro trazia músicas como Polícia, Estado Violência, Bichos Escrotos e Homem Primata.

Depois disso, a banda gravou Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas (1987) e Õ Blésq Blom (1989), que para muitos formam com Cabeça Dinossauro a trinca de discos que representa o auge criativo do grupo. Entre as músicas dessa fase estão Comida, Lugar Nenhum, Nomes aos Bois, Miséria, Flores e O Pulso.

Na sequência, os Titãs lançaram um disco ao vivo, Go Back (1988) e Tudo ao Mesmo Tempo Agora (1991), último álbum com Arnaldo Antunes, primeiro a deixar o grupo. Em 1993 o grupo lançou o disco Titanomaquia, com produção de Jack Endino, que havia trabalhado com o Nirvana.

Malu Mader e Fábio Assunção, na versão cinematográfica de Bellini e a Esfinge

Tony Belloto e Bellini

Aproveitando um hiato da banda, em 1995, Tony Belloto lançou seu primeiro livro, Bellini e a Esfinge, que deu início à série de livros com a presença do investigador Bellini. Os outros foram Bellini e o Demônio (1997), Bellini e os Espíritos (2005) e Bellini e o Labirinto (2014).

Voltando ao trabalho, a banda lançou Domingo (1995) e em 1997 participou do projeto Acústico MTV, vendendo mais de 1,7 milhões de discos e excursionando por todos os cantos do país.

Aproveitando o sucesso, os Titãs lançaram em 1998 o disco Volume Dois, com releituras de sucessos antigos, e vendeu 1 milhão de cópias.

Tony Belloto e Marcelo Fromer

Tragédia e mais saídas

Em 2001, o grupo sofreria um grande baque com a morte de Marcelo Fromer, após ser atropelado por uma motocicleta em São Paulo. No ano seguinte, foi a vez de Nando Reis deixar a banda para se concentrar em seus projetos solo.

Em seguida, o grupo lançou os discos As Dez Mais (1999), A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana (2001), Como Estão Vocês (2003) e Sacos Plásticos (2009), o último com o baterista Charles Gavin.

Depois vieram Nheengatu (2014) e em 2016 foi a vez de Paulo Miklos deixar o grupo para se concentrar em sua carreira solo e trabalhos como ator. Os discos mais recentes são Doze Flores Amarelas (2018), Titãs Trio Acústico (2021) e Olho Furta-Cor (2022).

Tony Belloto e Malu Mader: casados desde 1990

Ambiente criativo

A história conta que a origem do nome Titãs do Iê-Iê-Iê, que depois foi encurtado para Titãs, remete aos primeiros ensaios da banda, na biblioteca da casa dos pais de Tony, Manuel e Heloisa, onde havia livros como Titãs da Ciência, Titãs do Esporte e Titãs da Literatura, entre outros.

Assim, surgiu o nome de uma das bandas de rock mais bem sucedidas do Brasil, com mais de 6,3 milhões de álbuns vendidos, parcerias com vários artistas brasileiros e internacionais e premiações como o Grammy Latino 2009.

Tony Belloto foi indicado quatro vezes como “melhor instrumentista”, uma delas pelo Prêmio Contigo! MPB FM em 2014 e as demais pelo Prêmio Multishow, em 1998, 1999 e 2000, quando foi o vencedor.

Sua trajetória como guitarrista iniciou em Assis, onde morou com a família e passou sua infância, na época em que sua mãe, Heloisa, lecionava História no campus da Unesp localizado na cidade interiorana.

O guitarrista ganhou o Prêmio Multishow de melhor instrumentista em 2000

A versatilidade de Tony Belloto

Belloto também apresenta o programa Afinando a Língua, no canal Futura, e escreveu os livros BR163: Duas Histórias na Estrada (2001), O Livro do Guitarrista (2001), Os Insones (2007), No Buraco (2010), Lô (2018) e Dom (2020), entre outros.

Em 2001, o diretor Roberto Santucci Filho adaptou e filmou o livro Bellini e a Esfinge. O longa-metragem contou com a participação de Fábio Assunção como o detetive e Malu Mader interpretando uma prostituta. O filme ganhou o prêmio do público de melhor longa-metragem de ficção no Festival do Rio BR 2001.

Em 2006, o diretor Marcelo Galvão adaptou o segundo livro, Bellini e o Demônio, novamente com a participação de Fábio Assunção.

Tony Belloto lançou em 2015 o livro infantil Família, em parceria com Arnaldo Antunes e com ilustrações de Loro Verz. Até 2012, ele também tinha uma coluna na revista Veja e a partir de 2013 passou a escrever no jornal O Globo.

Tony Belloto, Sérgio Britto e Branco Mello: formação atual dos Titãs

Vida pessoal

O guitarrista dos Titãs teve um relacionamento no final dos anos 80 com a atriz Giulia Gam. Após o término passou a namorar a atriz Malu Mader, com quem é casado desde 1990 e tem dois filhos: João Mäder Bellotto, nascido em 1995, e Antônio Mäder Bellotto, nascido em 1997. O músico também é pai de Nina, fruto de uma relação anterior, com Ana Paula Silveira.

Tony Bellotto é um dos muitos oriundi que ingressaram com o protocolo consular e conseguiram o passaporte italiano permitido pela dupla cidadania.

Entre suas influências, ele cita o guitarrista norte-americano Jimi Hendrix, primeiro músico que o fez se encantar pelo rock. Também cita como influências a Jovem Guarda, os Beatles e artistas brasileiros como Caetano Veloso, João Gilberto e Luiz Melodia.

Enquanto leitor assíduo, que mais tarde se tornaria escritor, ele cita admiração por nomes como Jorge Amado, Ernest Hemingway, Herman Melville e Rubem Fonseca.

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