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Pasta e vinho: como a Amazon conquistou a Itália na pandemia

75% dos italianos fizeram compras online durante o lockdown

A Amazon foi uma das maiores vencedoras da pandemia do Covid-19 nos mercados em que já estava estabelecida, como Estados Unidos, Alemanha e Grã-Bretanha.

Foi a ela que muitos clientes se dirigiram para comprar de tudo – de papel higiênico aos jogos de tabuleiro.

Mas uma reportagem publicada no jornal The New York Times mostra que até os países que tradicionalmente resistiam à gigante do comércio eletrônico agora também estão caindo nas garras dela.

A mudança foi particularmente percebida na Itália, um dos primeiros países duramente atingidos pelo vírus.

Tradicionalmente, os italianos preferem fazer compras nas lojas e pagar em dinheiro. Mas, depois que o governo impôs o primeiro bloqueio nacional contra o coronavírus na Europa, os italianos começaram a comprar itens online em números recordes.

Mesmo depois de as lojas terem sido reabertas, a mudança do comportamento dos italianos em direção ao e-commerce não parou.

As pessoas estão usando a Amazon para comprar produtos básicos, como vinho e presunto, assim como webcam e cartuchos de impressora.

Os pedidos de piscinas infláveis ​​pelo site foram em número tão grande que alguns clientes reclamaram da demora na entrega.

Sucesso ‘discreto’ em dez anos

Desde que aportou no país, em 2010, a Amazon tinha tido um sucesso considerado apenas discreto. Menos de 40% dos italianos compraram online no ano passado, em comparação com 87% na Grã-Bretanha e 79% na Alemanha, de acordo com o Eurostat.

Entre os motivos, estavam a falta de banda larga generalizada e as estradas ruins para a entrega de pacotes, especialmente no Sul.

A Itália também tem a população mais velha da Europa, o que sempre fez muita gente ter medo de fornecer dados financeiros online. O comércio eletrônico responde por apenas 8% dos gastos de varejo no país.

“Houve alguns problemas estruturais que tivemos de enfrentar”, admitiu Mariangela Marseglia, gerente nacional da Amazon para a Itália, ao The New York Times. “Infelizmente, nosso país foi e ainda é um daqueles em que o conhecimento e a cultura tecnológica são baixos.”

A empresa começou a ganhar muita força, no entanto, na pandemia. Segundo Mariangela, 75% dos italianos fizeram compras online em meio aos bloqueios impostos na tentativa de contenção do vírus.

Estima-se que as vendas online totais cresçam 26% em 2020, para um recorde de 22,7 bilhões de euros, de acordo com pesquisadores da Universidade Politécnica de Milão.

A Netcomm, um consórcio varejista italiano, chamou isso de “salto evolutivo de dez anos”. Mais de dois milhões de italianos experimentaram o comércio eletrônico pela primeira vez entre janeiro e maio.

Sucesso atraiu as atenções e as críticas

Ainda assim, existem obstáculos. As pequenas e médias empresas são parte integrante da sociedade italiana. Elas representam cerca de 67% da economia, excluindo finanças, e cerca de 78% dos empregos.

O sucesso da Amazon também atraiu críticas. O foco dos sindicatos foram as práticas trabalhistas – o que resultou numa greve de vários dias em março por causa das políticas de segurança relacionadas ao vírus. Já os órgãos reguladores italianos estão investigando o aumento de preços durante a pandemia.

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