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Parlamento italiano: sulamericanos faltaram em metade das sessões

Dados são do portal Open Parlamento que monitora o desempenho dos políticos na Itália.

Um levantamento feito pela portal Open Parlamento, da Fondazione Openpolis, revela que os quatro deputados eleitos na América do Sul para o Parlamento Italiano faltaram em mais da metade das sessões parlamentares.

Se estivessem em algum curso, por exemplo, os quatros deputados que representam os italianos residentes na América do Sul seriam reprovados por excesso de faltas.

A Itália permite que cidadãos que moram no exterior possam se candidatar ao Parlamento. Ao todo, são 12 cadeiras para deputados e seis para senadores.

Fausto Longo, do Partido Democrático, é o campeão em ausências. O parlamentar ítalo-brasileiro deixou de participar em 67,2% das votações – 5.240 no total. Em apenas quatro sessões a ausência foi justificada pelo motivo “missão”.

Luis Roberto Lorenzato, filiado a Lega e morador de Ribeirão Preto (SP), foi o deputado com a menor porcentagem de faltas entre os quatro. Em 7.796 votações eletrônicas, ele consta como ausente em 54,01% delas.

O excesso de falta não pode levar à cassação do mandato, caso essas ausências não sejam justificadas, como acontece – em tese – no Brasil.

A Constituição italiana não prevê que o parlamentar perca o mandato quando deixar de comparecer às sessões na Câmara ou Senado.

Veja o desempenho de cada deputado eleito na América do Sul para a Câmara dos Deputados na Itália:

Fausto Longo

Fausto Guilherme Longo, de Piracicaba (SP), faz parte do Partido Democrático.

Arquiteto urbanista, Longo recebeu 8.906 votos na eleição de 2018.

Atualmente ela faz parte da Comissão de Defesa, depois de ter passado pelas comissões de Assuntos Sociais, Justiça e Atividades de Produção, Comércio e Turismo.

No atual mandato, Longo apresentou 11 projetos de lei e foi subscritor e uma emenda.

Segundo o portal Open Parlamento, o deputado não participou de 67,2% das votações (veja aqui o desempenho do parlamentar).

Eugenio Sangregorio

Presidente da Usei (Unione Sudamericana Emigrati Italiani), Eugenio Sangregorio nasceu em Cosenza (Calábria), mas imigrou para Buenos Aires, na Argentina, onde conseguiu ser eleito em 2018 para uma vaga na Câmara dos Deputados italiana.

Sangregorio faz parte da comissão de Finanças da casa. É autor de um único projeto e participou como co-autor de outros quatro. O destaque fica para a sua ausência nas votações – 4.429 em 7.796 (veja aqui o desempenho do parlamentar)

Mario Borghese

Mario Alejandro Borghese, de Córdoba, na Argentina, foi eleito pelo Maie.

Como membro da comissão de Assuntos Exteriores e Comunitários, ele aparece como autor de 29 emendas, e em quatro como coautor.

Em 7.796 votações eletrônicas, o argentino alegou que estava em “missão” em 1.325 delas. Ainda assim, ele aparece ausente em 54.86% das votações (veja aqui o desempenho do parlamentar).

Roberto Lorenzato

Luis Roberto di San Martino Lorenzato di Ivrea, nascido em Orlândia, no interior de São Paulo, é, segundo o site da Câmara dos Deputados italiana, advogado, empreendedor na área vinícola e produtor agrícola.

Na eleição de 2018 ele recebeu 11.940 votos, representado o partido Lega. Ele faz parte da comissão de Assuntos Exteriores e Comunitários.

Ele não apresentou nenhum projeto de lei e foi subscritor em 96.

Lorenzato faltou em 54,01% das 7.796 votações eletrônicas, segundo o portal Open Parlamento (veja aqui o desempenho do parlamentar).

Segundo o site, o regulamento não prevê o registo do motivo da ausência de voto parlamentar.

Portanto, não se pode distinguir a ausência injustificada dos deputados daquela, por exemplo, por motivos de saúde.

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