A Suíça pode decidir pagar as contas de mais de um milhão e meio de francos pelo tratamento, fora de suas fronteiras, dos feridos italianos no incêndio de Crans-Montana. O Conselho Federal de Berna deve dar em breve sua resposta sobre o impasse, após meses de discussões acirradas. Fontes diplomáticas dizem que o país poderia assumir essas despesas em nome do que chamam de “pragmatismo humano”, de acordo com o jornal La Repubblica, nesta sexta-feira (9).
O caso nasceu do incêndio no Constellation, que, pelo que apurado até agora, teria sido causado por culpa e negligência, de falhas de segurança a controles não feitos por seis anos. No fim de abril, várias famílias receberam cópias das contas médicas. Uma das primeiras chegou a Umberto Marcucci, pai de Manfredi, com quase 67 mil francos por menos de quinze horas no hospital de Sion.
Leia também: Italiana de 15 anos ferida em incêndio na Suíça acorda do coma; “Ela nos reconheceu”, diz pai
Quase todos os feridos italianos foram transferidos de helicóptero ao hospital Niguarda nos primeiros dias do ano. O último, Leonardo Bove, chegou em 11 de janeiro, e Elsa Rubino voltou no fim de fevereiro. Todos ficaram longos períodos internados na Itália, com as últimas altas em meados de agosto, e seguem em tratamento.
A mútua suíça teria pedido à Itália o reembolso das despesas. A premiê Giorgia Meloni classificou o pedido de “ignóbil” e disse que seria rejeitado.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.