Os salários na Itália recuaram ao longo de 35 anos, enquanto avançaram no resto do mundo, e a inflação corroeu o poder de compra das famílias a ponto de os rendimentos de hoje equivalerem aos de 2010, segundo o instituto de estatística Istat. O retrato faz parte de uma série sobre os baixos salários do país, que acompanha trabalhadores como professores, enfermeiros e ferroviários, publicou o jornal La Repubblica, nesta terça-feira (6).
O Istat é o instituto oficial de estatística da Itália, equivalente ao IBGE no Brasil. É o órgão responsável por medir inflação, rendimento das famílias e evolução dos salários no país. Quando ele diz que o dinheiro atual tem o mesmo valor do de 2010, significa que mais de uma década de ganhos salariais foi anulada pela alta dos preços.
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A reportagem compara a trajetória italiana com a de outros países no mesmo período. Em 35 anos de salários, todos foram para a frente e a Itália ficou para trás. Ao mesmo tempo, os rendimentos das famílias perderam tanto poder de compra que o resultado prático é o retrocesso de uma década inteira.
A série retrata categorias específicas do serviço público e de setores essenciais. Entre os casos citados estão professores, enfermeiros e ferroviários, profissões que ilustram o aperto dos orçamentos domésticos. Há quem reduza gastos até em períodos de férias, segundo o relato do jornal.
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