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Relatório Gimbe aponta manobras que escondem falhas na saúde pública italiana

Gimbe mostra que 5,8 milhões de italianos desistiram de consultas em 2024, apesar das notas altas dadas às regiões.

Relatório Gimbe aponta manobras que escondem falhas na saúde pública italiana
Relatório Gimbe aponta manobras que escondem falhas na saúde pública italiana. Foto: reprodução / La Stampa.

As notas oficiais que aprovam a saúde pública italiana escondem falhas graves no acesso a consultas e exames, aponta o relatório Gimbe sobre os níveis essenciais de assistência. A última medição do Ministério da Saúde, referente a 2024, aprovou 18 das 21 regiões avaliadas. Só Calábria, Sicília e Bolzano ficaram abaixo do exigido. No mesmo período, 5,8 milhões de italianos, 9,9% da população, desistiram de ao menos uma consulta ou exame, contra 7,6% no ano anterior, noticiou o jornal La Stampa, nesta quinta-feira (24).

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Os níveis essenciais de assistência definem o padrão mínimo de atendimento que cada região deve garantir aos cidadãos. Para ser aprovada, basta somar 60 pontos de 100 em cada uma das três áreas: prevenção, assistência territorial e hospitalar. Segundo o presidente da Gimbe, Nino Cartabellotta, o limite é baixo demais. Com a régua em 70 pontos, as aprovadas cairiam de 18 para 12. Em 80, seriam apenas 5.

O relatório lista manobras que maquiam os números. Agendas de marcação são fechadas, e o tempo de espera nem chega a ser registrado. Pacientes ficam dias ou semanas sem data, e o cronômetro só começa a contar a partir daí. Cresce o uso da classificação de exame programável, com prazo de 120 dias, o que faz aparecer dentro do prazo o que não estaria. As listas de espera acima do limite pesam pouco na nota.

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