Clara Palaoro, professora de 56 anos de Pergine Valsugana, na província de Trento, morreu após oito meses em coma vegetativo. A mulher perdeu a consciência em 28 de janeiro, depois de uma cirurgia estética numa clínica privada de Marostica, no Vicentino. A morte ocorreu na madrugada de domingo para segunda, no hospital Santa Chiara, em Trento, noticiou o jornal La Stampa, nesta quinta-feira (24).
A Procuradoria de Vicenza investigava o caso como lesões pessoais gravíssimas e reclassificou a acusação para homicídio culposo. Na Itália, o homicídio culposo cobre a morte causada sem intenção, por negligência, imprudência ou imperícia. A mudança de enquadramento amplia a apuração sobre a responsabilidade pelo que aconteceu na clínica e no atendimento posterior.
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Segundo o relato do companheiro, Clara saiu da sala de cirurgia por volta das 13h10 (horário da Itália), pálida e confusa. Pouco depois passou mal. O socorro médico teria sido chamado às 16h15, quando ela já estava em coma.
Dois pontos devem ser esclarecidos. O primeiro é a origem do mal súbito, se houve reação ao anestésico ou outra complicação, e se o quadro era previsível. O segundo é a condução do socorro, para verificar eventuais atrasos ou omissões. A autópsia está marcada para segunda-feira e foi atribuída pela Procuradoria a Andrea Porzionato.
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