O governo italiano vai remanejar boa parte de seu contingente militar instalado na base aérea King Fahd, em Ta’if, na Arábia Saudita, para reduzir a exposição aos ataques dos rebeldes houthis do Iêmen. Parte das tropas pode ser deslocada para Riad ou para os Emirados Árabes Unidos nos próximos dias, informou o jornal Il Messaggero, nesta terça-feira (22).
A chamada Task Force Air Arabia, lançada neste ano, reúne cerca de 500 militares, segundo estimativas não oficiais. Na noite entre 17 e 18 de setembro, um ataque com míssil atingiu um caça Eurofighter italiano baseado no aeroporto militar King Fahd. O episódio acionou o alerta no alto do governo. O ministro Guido Crosetto e a premiê Giorgia Meloni decidiram tomar precauções para garantir a segurança da tropa.
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A tensão vai além da base. O governo teme um efeito em cadeia sobre a economia italiana caso os houthis fechem o estreito de Bab-el-Mandeb. Os setores de mecânica e agroalimentar são vistos como os de maior risco. Crosetto determinou o uso da Marinha para escoltar navios mercantes italianos na região. A fragata Fremm Carlo Bergamini atua dentro da missão europeia Eunavfor Aspides. A Itália pediu apoio à União Europeia e cobrou resposta da alta representante Kaja Kallas.
As opções em estudo vão da retirada parcial ao deslocamento de até 80% das tropas hoje na base saudita.
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