O físico napolitano Andrea Califano descreveu a trajetória que o levou da Itália aos Estados Unidos, onde foi escolhido pelo MIT e hoje pesquisa o câncer no instituto Biohub, de Mark Zuckerberg e da mulher, Priscilla Chan. Fundador do departamento de Biologia dos Sistemas na Universidade Columbia, ele afirma que os cânceres têm suas cabines de comando e diz ter chegado a essa descoberta partindo dos robôs, informou o jornal Corriere della Sera, nesta quinta-feira (24).
Califano integra a comunidade de cerca de quatro mil cientistas italianos que trabalham em universidades e institutos de pesquisa nos Estados Unidos. Sua carreira passou por MIT, IBM, Columbia, Darwin Health e agora pelo Biohub, alternando universidade e indústria, algo que ele atribui à flexibilidade do sistema americano. Nas universidades italianas, diz, há vínculos rígidos demais, motivo pelo qual nunca voltou.
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Nascido em Nápoles, ele conta que a família reúne cerca de doze professores universitários, quase todos da medicina. O avô Luigi foi diretor da faculdade de Patologia Geral na Federico II de Nápoles e tem um pavilhão dedicado a ele. Califano seguiu o campo do pai, Salvatore, físico-químico, e estudou física em Florença, em Arcetri.
Aos 24 anos, recém-casado, recebeu ofertas do MIT e da IBM e escolheu Boston.
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