A diretora de uma escola multiétnica de Roma defendeu que a presença de muitos alunos estrangeiros não é um problema de números, mas cultural e urbanístico. Rosanna Labalestra comanda o Instituto Comprensivo Simonetta Salacone, situado entre os bairros de Torpignattara e Centocelle. Ela lembrou que, no bairro, todas as escolas superam de um jeito ou de outro o teto de 30% de alunos estrangeiros. Para a diretora, essas crianças têm direito de ir à escola e de ser instruídas, informou o jornal La Repubblica, nesta domingo (20).
Leia também: Itália proíbe linguagem neutra nas escolas
O teto de 30% é um limite fixado na Itália para a proporção de alunos estrangeiros por turma, pensado para favorecer a integração. Na prática, em bairros com forte presença imigrante, o índice é difícil de cumprir. A fala da diretora entra no debate sobre como escolas de regiões populares lidam com salas em que a maioria dos estudantes tem origem estrangeira.
No Instituto Comprensivo Simonetta Salacone, os alunos vêm de mais de vinte países. Entre eles estão Índia, Afeganistão, Irã, China e, sobretudo, Bangladesh. Para Labalestra, o desafio está menos na quantidade de estrangeiros e mais nas questões culturais e no modo como o bairro se organiza. A escola fica em uma área de Roma marcada pela imigração de longa data.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.