A reforma da Previdência virou o centro da negociação da Manobra 2027 na Itália. O governo estuda três frentes principais: antecipar a saída do mercado de trabalho, frear o aumento dos requisitos de aposentadoria e reforçar os benefícios mais baixos. Entre as hipóteses estão a aposentadoria aos 64 anos, a Quota 41 e o aumento das aposentadorias mínimas. O principal entrave é o volume de recursos, limitado diante das muitas demandas dos partidos, publicou o jornal Il Messaggero, nesta sexta-feira (9).
Leia também: Itália é cada vez mais um país de idosos, mostra Anuário
A Manobra é a lei orçamentária anual do país. O projeto de lei de Orçamento é esperado no Parlamento até 20 de outubro e deve esclarecer quais medidas terão espaço a partir de janeiro. O que define o perímetro de ação do governo é o dinheiro disponível. As demandas são numerosas, mas os recursos são escassos, e esse é o ponto que concentra a discussão dentro da base governista.
Às três frentes principais somam-se a possível prorrogação das medidas de flexibilidade já existentes e as propostas da oposição para proteger quem teve carreiras descontínuas. Todas as hipóteses dependem do aval do Ministério da Economia, precisam de cobertura financeira e devem se traduzir em normas precisas antes de entrar em vigor.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.