A Câmara dos Deputados da Itália aprovou os dois primeiros artigos da nova lei eleitoral, com o governo colocando a questão de confiança em ambas as votações. O primeiro artigo passou com 226 votos a favor, 147 contrários e três abstenções. O segundo teve 227 votos a favor, 149 contrários e três abstenções. Os textos aprovados incluem as alterações feitas pelo Senado em matéria de assinaturas e preferências no que diz respeito à Câmara, informou a agência ANSA, nesta terça-feira (6).
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A questão de confiança é um instrumento do sistema parlamentar italiano. Ao vinculá-la a um artigo, o governo liga a própria sobrevivência à aprovação do texto. Se a votação for derrotada, o governo cai. Na prática, o recurso acelera a tramitação e reduz o espaço para emendas e obstrução da oposição, que precisa decidir entre rejeitar o artigo e derrubar o Executivo.
A lei eleitoral define as regras pelas quais os cidadãos elegem seus representantes no Parlamento. As mudanças aprovadas tratam, entre outros pontos, das assinaturas exigidas para a apresentação de candidaturas e das preferências, o mecanismo pelo qual o eleitor indica nomes dentro de uma lista. Esses dispositivos passaram antes pelo Senado, que alterou o texto na parte referente à Câmara.
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