Viajar para a Itália não precisa ser um privilégio apenas para quem ganha em Euro e é abastado. Com o orçamento planejado de R$ 150 por dia (excluindo hospedagem e passagens aéreas, que devem ser pagas antecipadamente), você consegue viver o “sonho italiano” de forma autêntica.
O truque dos viajantes experientes é o “luxo seletivo”: economizar onde ninguém vê para esbanjar onde realmente importa.
1. Café da manhã “al banco”
Nunca, em hipótese alguma, sente-se nas mesas das praças principais das cidades turísticas como Florença, Roma, Veneza para tomar um simples café.
- A regra: na Itália, existe o preço “al banco” (no balcão) e o preço “tavolo” (na mesa). No balcão, um espresso e um cornetto custam cerca de € 2,50 (R$ 15). Sentado, o valor pode triplicar. Se escolher a Piazza San Marco, no coração histórico de Veneza, prepare o cartão de crédito.
- Ganho: você economiza e ainda vive a experiência raiz de um local.
2. O almoço é o novo jantar
Nos últimos anos, os restaurantes italianos reforçaram o Menù del Giorno (Menu do Dia).
- Por cerca de € 12 a € 15 (R$ 70 – R$ 90), você tem direito a um primeiro prato (massa), água e café. Deixe para comer algo leve e barato à noite (como uma pizza al taglio) e invista sua verba no almoço quente e completo.
3. Água grátis: o tesouro dos “nasoni”
Pare de comprar garrafas de plástico de € 2. A Itália é repleta de fontes de água potável e geladíssima. Em Roma, procure pelos Nasoni.
- Economia: € 4 a € 6 por dia. No final de 10 dias, são R$ 300 extras para comprar aquele vinho especial.
| Refeição/Gasto | Custo em Euro | Custo em Real (aprox.) |
|---|---|---|
| Café da manhã (no balcão) | € 2,50 | R$ 15,00 |
| Almoço (Menu do dia) | € 13,00 | R$ 78,00 |
| Aperitivo/Jantar leve | € 8,00 | R$ 48,00 |
| Transporte urbano / Água | € 1,50 | R$ 9,00 |
| TOTAL DIÁRIO | € 25,00 | R$ 150,00 |

4. A regra das 3 quadras
Se você vê um garçom na porta te chamando, um menu com fotos coloridas ou — o maior sinal de alerta — a bandeira de vários países impressa no cardápio, continue andando.
Os melhores restaurantes da Itália não precisam de propaganda na calçada. Eles estão escondidos em ruelas residenciais, muitas vezes sem letreiros luminosos, apenas com uma placa discreta escrito Trattoria ou Osteria.
O menu é curto: um restaurante autêntico foca no que há de fresco no dia. Se o menu tem 50 opções de massa, desconfie. Se tiver apenas 5 ou 6, você está no lugar certo.
Fuja do “vizu”: restaurantes com vista direta para o Coliseu ou para o Duomo de Milão cobram o “aluguel da vista” na sua conta. Ande três ou quatro quadras para dentro do bairro.
Observe o público: Se você entrar em um lugar e ouvir apenas italiano (ou dialetos locais), você encontrou o tesouro. Os locais evitam os “restaurantes de turistas” porque a comida costuma ser pré-cozida e o tempero é adaptado para o paladar estrangeiro.
Dica Extra para 2026:
Use apps como o TheFork ou o próprio Google Maps, mas filtre pelos comentários em italiano. Se os locais estão reclamando ou elogiando, esse é o veredito real. Além disso, muitos desses lugares “escondidos” oferecem o vinho da casa (vino della casa) por uma fração do preço de um vinho rotulado, e a qualidade costuma surpreender.































































