Tá fervendo mais que panelão de domingo! E aqui só chove.
E por falar em chover… em Roma não chove água, chove problema.
Você abre o guarda-chuva achando que é temporal e cai uma circular nova na sua cabeça.
RARARÁ!
E o cônsul Fornara que fez um café com o pessoal do COMITES, CGIE e companhia.
Café normal? Que nada.
Foi servido espresso, Cantucci… e carta de identidade fresquinha saindo do forno.
O novo serviço mal chegou no consulado e já começou no modo “primeiro o sistema Itália, depois o resto do povo que espere sentado”.
Tem gente que sai do consulado com senha C-842.
Tem gente que sai do café com documento plastificado.
Pelo visto, em São Paulo agora existem dois tipos de atendimento consular:
o balcão… e a mesa do cafezinho, com o cônsul.
E já pode preparar a piada:
Apertem os cintos, o cônsul vai sumir.
Fornara deve deixar São Paulo nos próximos meses. E o cônsul amigão de Porto Alegre parece que vai no mesmo voo.
Coincidência? Dizem que não.
Dizem que os dois dão resultado demais. E em Roma, quando alguém resolve demais, começa a incomodar.
Porque, segundo os bastidores, o Tajani não é muito fã de ítalo-brasileiro. Muito menos de cônsul que resolve problema deles.
Ou seja, eficiência consular virou comportamento suspeito.
Porca miseria!
Na Itália, apareceu um projeto de lei exigindo que os sermões nas mesquitas sejam feitos em italiano.
Porque nada integra mais do que obrigar todo mundo a falar a língua de Dante, mesmo que Dante nunca tenha passado por ali.
O Tio só imagina a cena: o fiel tentando entender a fé… e alguém fiscalizando a conjugação do verbo.
Daqui a pouco vão exigir sotaque romano, gesticulando com a mão e fechando a frase com “capisce?”.
E vocês viram essa?
Uma cidade portuguesa resolveu investir em curso de língua italiana pra atrair melhor os turistas.
Portugal ensinando italiano pra receber bem quem visita. Enquanto a Itália ensina burocracia pra afastar quem quer morar.
Em Portugal, você aprende italiano pra ser bem-vindo.
Na Itália, você aprende italiano, latim, calabrês antigo… e mesmo assim fica na fila.
RARARÁ!
E vocês viram essa do Flávio Bolsonaro? O homem tem cidadania italiana.
Aí o Tio ficou pensando: se ele virar presidente do Brasil… ele vira presidente italiano do Brasil?
Porque do jeito que a coisa anda, já já a gente não precisa mais pedir cidadania. A gente funda a própria Itália dentro do Brasil.
Bota umas mesinhas na calçada, pendura roupa no varal da sacada, grita com a família no domingo e pronto. República Italiana da Mooca.
E o Flávio vira o quê?
Presidente honorário da Itália do lado do Atlântico.
Sem fila no consulado, sem captcha em latim e sem Tajani no caminho.
RARARÁ!
Arrivederci, povaréu!


























































