O Brasil conta com 918.999 cidadãos italianos regularmente inscritos nos consulados, segundo dados da Anagrafe Consolare do Ministério das Relações Exteriores da Itália (MAECI), atualizados em 31 de outubro de 2025. Esse número coloca o país como a segunda maior comunidade italiana no mundo, atrás apenas da Argentina, que registra 1.212.077 italianos.
Apesar da representatividade, uma parte significativa desses cidadãos não aparece nas listas oficiais do Ministério do Interior da Itália, por causa de um descompasso conhecido como “disallineamento MAE-MIN” — termo técnico usado pelas autoridades italianas para descrever a inconsistência entre os cadastros do Ministério das Relações Exteriores (MAE) e do Ministério do Interior (MIN).
Esse descompasso ocorre quando o cidadão está regularmente inscrito nos consulados italianos, mas não está vinculado a nenhum comune italiano, e por isso não consta no banco de dados do Ministero dell’Interno, responsável pelo cadastro eleitoral e outras funções civis.
A situação afeta diretamente o reconhecimento de direitos, como a participação em eleições italianas no exterior e o acesso a serviços públicos vinculados à cidadania plena.
A Anagrafe Consolare, mantida pelas representações diplomáticas, é o cadastro mais atualizado dos italianos efetivamente residentes fora da Itália. Ela registra movimentações reais, como mudanças de endereço, transferências de circunscrição consular e atualizações de estado civil.
Já a base do Ministero dell’Interno, que deveria refletir esses mesmos dados, depende da comunicação contínua entre os consulados e os municípios italianos. Problemas operacionais, atrasos burocráticos e falhas de integração entre os sistemas provocam o desalinhamento.
Além do Brasil e da Argentina, países com grandes comunidades de italianos registrados nos consulados são Reino Unido (904.970), Alemanha (847.251), Estados Unidos (389.695) e Suíça (505.430).
































































