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Senadores, por que limitar o direito à cidadania italiana?

A italianidade que corre nas veias: por que limitar o direito à cidadania?

limitar a cidadania italiana
Senador, por que limitar o direito à cidadania italiana?

Prezados senadores italianos, no ano em que comemoramos os 150 anos da imigração italiana no Brasil, escrevemos esta carta aberta em nome de milhões de ítalo-descendentes ao redor do mundo, todos impactados pela proposta de alteração na legislação da cidadania italiana, de autoria do senador Roberto Menia.

A discussão em torno dessa medida tem gerado debates intensos, e é com grande preocupação que expressamos nosso descontentamento com a limitação proposta.

A cidadania italiana, para nós, vai além de um mero passaporte ou de uma formalidade legal. É um elo que nos conecta às raízes de nossos antepassados, à cultura rica e diversificada que moldou quem somos hoje.

A proposta de restringir o reconhecimento da cidadania por meio de regras intolerantes representa um ataque direto à nossa identidade e ao sentimento de pertencimento que carregamos em nossas veias.

É importante destacar que nós ítalo-descendentes não estamos em busca de privilégios indevidos, de se beneficiar de auxílios do governo italiano. Arcamos com todos os custos do processo de reconhecimento da cidadania, contribuímos para a economia italiana e, em troca, buscamos apenas o reconhecimento legítimo do que é nosso por direito.

Desejamos ser reconhecidos como integrantes da nação que nossos antepassados contribuíram para construir e que, por necessidade, deixaram para trás; em muitos países que acolheram de braços abertos os imigrantes italianos, encontramos muitos Menia.

A italianidade não pode ser definida apenas por fronteiras geográficas. Ela é transmitida de geração em geração por meio de histórias, tradições, culinária e, acima de tudo, pelo amor incondicional pela Itália.

Nós ítalo-descendentes carregamos essa herança com orgulho, agindo como embaixadores do “Made in Italy” em diversos países ao redor do mundo.

Limitar o acesso à cidadania italiana é negar a importância dos ítalo-descendentes para a vitalidade e projeção da Itália no cenário global.

Em países como o Brasil, os Estados Unidos e a Argentina contribuímos significativamente para a disseminação da cultura italiana, com grandes festas em mais de 150 cidades, por exemplo.

Somos a ponte entre a Itália e o mundo, e negar nossos direitos é negar a história e a cultura que nos unem.

A Itália tem o dever moral de reconhecer e celebrar a italianidade de seus descendentes, independentemente de onde vivam.

A proposta de limitação da cidadania, como a apresentada, é um retrocesso que prejudica a imagem da Itália no exterior.

Precisamos de medidas que fortaleçam os laços entre a Itália e seus descendentes, em vez de criar barreiras que nos separem.

A cidadania italiana não é apenas um direito fundamental; é uma oportunidade de manter viva a conexão com nossas raízes, revisitar a terra de nossos ancestrais e contribuir para o enriquecimento da cultura italiana em todo o mundo.

Pedimos que reconsiderem essa proposta e que a Itália reconheça seus descendentes como parte integrante da grande família italiana.

Senatori, perché limitare il diritto alla cittadinanza italiana?

Onorevoli Senatori, nell’anno in cui celebriamo i 150 anni dell’immigrazione italiana in Brasile, scriviamo questa lettera a nome di milioni di italo-discendenti presenti in tutto il mondo, tutti influenzati dalla proposta di modifica della legislazione italiana sulla cittadinanza, redatta dal Senatore Roberto Menia.

La discussione su questa misura ha generato intensi dibattiti ed è con grande preoccupazione che esprimiamo la nostra insoddisfazione per la limitazione proposta.

La cittadinanza italiana, per noi, va oltre un semplice passaporto o una formalità giuridica. È un legame che ci collega alle radici dei nostri antenati, alla cultura ricca e diversificata che ha plasmato ciò che siamo oggi.

La proposta di restringere il riconoscimento della cittadinanza attraverso regole intolleranti rappresenta un attacco diretto alla nostra identità e al senso di appartenenza che ci portiamo nelle vene.

È importante sottolineare che noi discendenti italiani non siamo alla ricerca di privilegi indebiti, per beneficiare degli aiuti del governo italiano. Sosteniamo tutti i costi del processo di riconoscimento della cittadinanza, contribuiamo all’economia italiana e, in cambio, cerchiamo solo il legittimo riconoscimento di ciò che è nostro di diritto.

Desideriamo essere riconosciuti come membri della nazione che i nostri antenati hanno contribuito a costruire e che, per necessità, si sono lasciati alle spalle; in molti paesi che hanno accolto a braccia aperte gli immigrati italiani, troviamo molti Menia.

L’italianità non può essere definita solo dalle frontiere geografiche. Si trasmette di generazione in generazione attraverso storie, tradizioni, culinaria e, soprattutto, attraverso l’amore incondizionato per l’Italia.

Noi discendenti italiani portiamo questo patrimonio con orgoglio, fungendo da ambasciatori del “Made in Italy” in diversi paesi del mondo.

Limitare l’accesso alla cittadinanza italiana significa negare l’importanza degli italo-discendenti per la vitalità e la proiezione dell’Italia sullo scenario globale.

In paesi come il Brasile, Stati Uniti e Argentina, ad esempio, abbiamo contribuito in modo significativo alla diffusione della cultura italiana, con grandi feste in più di 150 città.

Siamo il ponte tra l’Italia e il mondo, e negare i nostri diritti è negare la storia e la cultura che ci unisce.

L’Italia ha il dovere morale di riconoscere e celebrare l’italianità dei suoi discendenti, indipendentemente da dove vivano.

La proposta di limitare la cittadinanza, così come presentata, è una battuta d’arresto che danneggia l’immagine dell’Italia all’estero.

Abbiamo bisogno di misure che rafforzino i legami tra l’Italia e i suoi discendenti, invece di creare barriere che ci separino.

La cittadinanza italiana non è solo un diritto fondamentale; è un’opportunità per mantenere vivo il legame con le nostre radici, per rivisitare la terra dei nostri antenati e per contribuire all’arricchimento della cultura italiana nel mondo.

Chiediamo di riconsiderare questa proposta e che l’Italia riconosca i suoi discendenti come parte integrante della grande famiglia italiana. (Traduzido por Daniela Serrino)

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