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Prefeitos italianos querem ajuda de estudantes e aposentados para salvar colheita

Ministra prefere regularizar ilegais enfrentar a “urgência da falta de mão de obra na agricultura”

A temporada de suculentos pêssegos, de saborosos morangos, de cerejas e kiwis, está em risco.

“Queremos recrutar desempregados, estudantes e aposentados para colher nossos frutos”, imploram os prefeitos da província de Cuneo, no Piemonte.

Se nada for feito, a colheita deste ano será um desastre. A culpa é da pandemia vivida pelo norte da Itália, a região mais afetada.

O pedido de socorro dos prefeitos – do vale agrícola – será levado para o presidente da região durante a conferencia estadual, que acontece na próxima quinta-feira (16), e que terá a presença dos ministros da Agricultura e Trabalho.

E eles correm contra o relógio: o a região tem um mês para encontrar uma solução. Em meados de maio, as frutas devem ser colhidas. Os trabalhadores sazonais estrangeiros não estarão lá. 

A ex-sindicalista e atual ministra da Agricultura da Itália, Teresa Bellanova, viu a oportunidade de regularizar milhares de imigrantes que estão em condição irregular no país – cerca de 600 mil –, e com isso ajudar na retomada da economia nacional.

Uma atitude, que segundo ela, permitiria enfrentar a “urgência da falta de mão de obra na agricultura”.

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