Os países menores da Europa Ocidental concentram a maior proporção de residentes nascidos no exterior. É o que mostram dados do Eurostat atualizados para 2025.
Segundo o levantamento, 46,7 milhões de pessoas que vivem na União Europeia nasceram fora do bloco. O número representa cerca de 10% da população total, estimada em 450 milhões.
O total cresceu 1,9 milhão em relação ao ano anterior.
Países com maior proporção de estrangeiros
Luxemburgo lidera com ampla margem. No país, 51% da população nasceu fora do território nacional.
Na sequência aparecem Malta, com cerca de 32%, e Chipre, com quase 28%.
Irlanda registra 23% de residentes nascidos no exterior. Áustria tem 22%.
Entre os países maiores, Suécia e Alemanha apresentam pouco mais de 20% cada.
A Espanha tem 19,3% de sua população nascida fora do país. Dinamarca registra 14,4%, França 14% e Itália 11,8%.
Fora da União Europeia, mas dentro do espaço Schengen ou da EFTA, a Suíça tem 31,7% de estrangeiros. A Noruega registra 18,7%.
Na outra ponta, Polônia, Romênia, Bulgária e Eslováquia têm menos de 5% de residentes nascidos no exterior.

Números absolutos
Em números totais, os países mais populosos concentram a maior quantidade de estrangeiros.
A Alemanha lidera com 17,2 milhões. França tem 9,6 milhões, Espanha 9,5 milhões e Itália 6,9 milhões.
Juntos, esses quatro países reúnem cerca de 67% de todos os estrangeiros residentes na União Europeia.
Nacionalidade e mobilidade
O Eurostat também analisa a nacionalidade, já que ela pode mudar ao longo da vida.
Em 2025, 30,6 milhões de pessoas no bloco eram cidadãos de países fora da União Europeia. Isso representa 6,8% da população.
Outros 18 milhões nasceram em um país da União Europeia diferente daquele onde vivem atualmente.
Tendência de crescimento
Nos últimos dez anos, a proporção de residentes estrangeiros aumentou na maioria dos países europeus.
A queda foi registrada apenas na Letônia e na Grécia.
Segundo o Eurostat, a migração é influenciada por fatores econômicos, políticos, sociais e ambientais. A estabilidade e a prosperidade econômica da União Europeia continuam sendo fatores de atração.
Fluxos migratórios recentes
Em 2024, 4,2 milhões de pessoas chegaram à União Europeia vindas de países de fora do bloco.
No mesmo período, 1,5 milhão se mudou entre países da UE e 1,6 milhão deixou o bloco.
A Espanha registrou o maior número de entradas, com quase 1,29 milhão de pessoas. Em seguida aparecem Alemanha, Itália e França.
Esses três países também lideram em número de saídas.




























































