A Itália está entre os dez países mais bem classificados para quem pretende viver no exterior após a aposentadoria, segundo o Global Retirement Index 2026, da consultoria Global Citizen Solutions. O país ocupa a nona posição, com 97,2 pontos.
O estudo compara 46 programas de residência destinados a aposentados e pessoas com renda passiva. A análise considera qualidade de vida, mobilidade e cidadania, tributação, procedimentos para obtenção de visto e custos ou investimentos exigidos.
O Uruguai aparece na liderança, seguido por Maurício e Espanha. Portugal ocupa a quinta posição. Veja os dez países na galeria abaixo.
1º Uruguai 99,9 pontos
O Uruguai lidera pelo desempenho equilibrado nos critérios avaliados. O país reúne opções de residência e um conjunto de condições fiscais e administrativas que contribuem para a classificação.
2º Maurício 99,8 pontos
O país insular do oceano Índico ocupa a segunda posição. Os regimes de residência e as condições tributárias para determinados perfis de estrangeiros estão entre os fatores analisados.
3º Espanha 99,6 pontos
A Espanha combina qualidade de vida e boas possibilidades de mobilidade internacional. Sua tributação, no entanto, prejudica o desempenho em um dos critérios do levantamento.
4º Costa Rica 99,5 pontos
A Costa Rica figura entre os destinos de destaque. Seu regime de tributação territorial e as modalidades de residência para aposentados ajudam a explicar a posição.
5º Portugal 99,3 pontos
Portugal aparece na quinta posição e é o segundo país europeu mais bem classificado. Qualidade de vida e mobilidade pesam a favor, enquanto exigências administrativas e questões fiscais merecem atenção.
6º Paraguai 98,2 pontos
O Paraguai se destaca pelos custos de entrada e pelo tratamento fiscal. Esses elementos podem interessar a aposentados que planejam residir fora do país de origem.
7º Letônia 98,0 pontos
A Letônia aparece entre os dez primeiros graças, em parte, aos custos relativamente competitivos de determinados procedimentos de residência avaliados pelo índice.
8º Andorra 97,8 pontos
Andorra alia qualidade de vida e regime tributário relativamente favorável. Em contrapartida, algumas modalidades de residência exigem investimentos elevados, o que reduz sua acessibilidade.
9º Itália 97,2 pontos
A Itália é a nona colocada. O país se sai bem nos critérios de qualidade de vida, mobilidade e cidadania, mas apresenta menor competitividade tributária. O levantamento considera regras de residência, não apenas a experiência de cidadãos italianos aposentados.
10º Grécia 95,9 pontos
A Grécia completa a lista dos dez principais destinos. O país combina qualidade de vida com possibilidades de mobilidade e residência europeia, embora o conjunto de regras fiscais deva ser avaliado individualmente.
O que o ranking realmente avalia
O índice compara programas migratórios para aposentados e pessoas com renda passiva. Não é, portanto, uma classificação exclusivamente baseada no custo de vida ou na qualidade dos sistemas previdenciários. As pontuações próximas entre os dez primeiros também indicam que diferenças pequenas na classificação não devem ser interpretadas como grandes diferenças práticas entre destinos.