O Senado da Itália aprovou em definitivo o projeto de lei delegada sobre energia nuclear, já aprovado antes pela Câmara. O texto pretende devolver ao país uma legislação sobre o assunto e permitir a reabertura de usinas, fechadas após o referendo de 1987. A proposta dá ao governo a delegação para editar decretos que disciplinem a matéria e define os campos de atuação: construção e operação de usinas, produção de hidrogênio por energia nuclear, gestão do combustível usado, segurança e criação de órgãos de controle, informou o jornal Il Messaggero, nesta quarta-feira (23).
Leia também: Itália pode convocar referendo sobre energia nuclear em 2028 ou 2029
O projeto foi assinado pelo ministro do Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin, que declarou mais de uma vez esperar editar os decretos de aplicação até o fim do ano. Num reator, a fissão de átomos, em geral de urânio, produz calor. O calor transforma água em vapor, que aciona uma turbina ligada a um gerador elétrico. O princípio é parecido com o de uma usina termelétrica, mas a fonte de calor é diferente. Uma das vantagens é a produção contínua de eletricidade, independente do clima, com baixas emissões de CO2.
Os resíduos radioativos existem e precisam ser geridos, mas não são todos iguais. Parte vem de hospitais, indústria e pesquisa; outros materiais vêm das usinas. O combustível usado exige os procedimentos mais complexos.
Newsletter
Últimas do Italianismo
Todo dia, às 18h, um resumo do que aconteceu na Itália direto no seu e-mail.
É gratuito e você cancela quando quiser.