A cerimônia de concessão da cidadania italiana a uma mulher de origem marroquina foi interrompida pelo prefeito, que alegou falta de domínio do idioma. O que deveria ser o dia da conclusão de um longo percurso terminou travado, porque a mulher não teria conseguido se expressar em italiano diante da autoridade. Ela havia se reunido ao marido, morador da Itália há mais de dez anos, e também esperava obter o reconhecimento, publicou o jornal La Repubblica, nesta terça-feira (22).
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A cidadania italiana é o direito buscado por quem quer viver e trabalhar no país em condição plena, com passaporte e livre circulação na União Europeia. O reconhecimento costuma ser formalizado em cerimônia oficial na prefeitura, quando a autoridade local entrega o documento e registra o novo cidadão. O conhecimento da língua é um dos requisitos exigidos em parte dos processos de naturalização, sobretudo nos casos ligados a residência e reunião familiar.
O episódio ocorre em meio à polêmica sobre um decreto anunciado que pretende endurecer as regras de acesso à cidadania. O caso alimenta a discussão sobre quais critérios devem ser cobrados de quem pede o reconhecimento e sobre o peso do idioma nesse trâmite.
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