As pensões italianas devem subir 2,9% a partir de janeiro de 2027, percentual que acompanha a inflação e supera o 1,4% aplicado em 2026. A correção automática, voltada a recuperar a alta do custo de vida, pode custar mais de 10 bilhões de euros aos cofres públicos, contra 5 bilhões em 2026 e 2,6 bilhões gastos em 2025. O índice só será confirmado em novembro, por decreto do Ministério da Economia, com o valor definitivo da inflação de 2026, informou o jornal Il Messaggero, nesta sábado (3).
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O reajuste é um dos pontos mais sensíveis da próxima lei orçamentária e não se aplica de forma igual a todos. O percentual depende de quantas vezes o valor do benefício supera o tratamento mínimo, que em 2026 foi de 611,85 euros e, com a correção de 2,9%, passaria a 629,60 euros em 2027. Esse piso define as faixas de reajuste. Até 2.518,37 euros vale 100% da correção. Entre 2.518,37 e 3.147,97 euros, 90%, ou seja, 2,61%. Acima de 3.147,97 euros, 75%, isto é, 2,175%.
O cálculo é feito por faixas, e não sobre o valor cheio da pensão. Uma aposentadoria de 2.800 euros recebe 2,9% sobre os primeiros 2.518,37 euros e 2,61% apenas sobre a parte que excede esse limite, com aumento de cerca de 80,38 euros. Benefícios de até 2.518,37 euros têm reajuste integral de 2,9%: uma pensão de 1.000 euros sobe 29 euros.
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