A água guardada no manto nevoso italiano abaixo dos 2.000 metros de altitude pode cair 50% até 2070, e em algumas zonas a perda seria ainda maior. Os Apeninos aparecem como as áreas mais expostas, enquanto nos Alpes as geleiras também recuam. No Vale de Aosta, até o cenário compatível com o Acordo de Paris leva à redução pela metade da reserva glacial, publicou o jornal La Stampa, nesta sábado (3).
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A projeção vem das novas simulações do IT-WATER, projeto que estuda os recursos hídricos da Itália. A neve acumulada nas montanhas funciona como um reservatório natural. Ela se forma no inverno e derrete aos poucos na primavera e no verão, alimentando rios, lavouras e o abastecimento de água. Menos neve significa menos água disponível justamente nos meses mais secos.
O Acordo de Paris é o pacto internacional sobre o clima que busca limitar o aquecimento global. O fato de a reserva glacial do Vale de Aosta cair pela metade mesmo nesse cenário mais favorável indica que parte da perda já está contratada. Os modelos mostram uma Itália em que a disponibilidade de água nas montanhas se torna um problema de longo prazo.
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