Mais de 31 mil adultos estão na lista de espera para aprender italiano na Itália, segundo gestores dos centros públicos de educação de adultos. O número vem à tona no momento em que o governo de Giorgia Meloni prevê, no decreto Scuola, a obrigação de que pais estrangeiros que não falam italiano e cujos filhos têm dificuldade na escola sigam um curso gratuito. Para responsáveis pelo setor, a exigência esbarra na falta de vagas, publicou o jornal La Stampa, nesta sábado (26).
Emilio Porcaro comentou a norma. Ele dirige o Cpia 2 metropolitano de Bolonha e preside a Ridap, a rede nacional dos Centros provinciais para a instrução de adultos. “São bem-vindos, mas é um problema”, afirmou, ao apontar a distância entre a nova obrigação e a capacidade real de atendimento.
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Os Cpia são as escolas públicas italianas voltadas à educação de adultos. Entre suas funções estão os cursos de língua italiana para estrangeiros, gratuitos e frequentados por imigrantes que buscam integração, trabalho e regularização. A Ridap reúne essas unidades em rede nacional. A longa fila de espera indica que a procura por essas aulas supera o número de vagas oferecidas.
O decreto Scuola liga a obrigação de estudar italiano ao desempenho escolar dos filhos. A medida atinge famílias em que os pais não dominam a língua e as crianças enfrentam dificuldades na escola.
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