Segundo o jornal Corriere della Sera, ganha corpo na Itália a proposta de criar um cofrinho previdenciário para cada criança nascida no país. O modelo prevê uma ajuda inicial do Estado, isenção fiscal para as contribuições de pais e parentes e incentivos para que o próprio beneficiário alimente o fundo na idade adulta, formando uma aposentadoria de reserva. O financiamento poderia vir do redirecionamento parcial dos recursos hoje usados em bônus para bebês. O jornal diz esperar agora a manifestação dos partidos e defende uma convergência entre governo e oposição.
A ideia do chamado porcellino evoluto aparece em ensaio de Mauro Maré e outros autores, publicado pela editora Il Mulino. O texto do Corriere aponta três sentidos na medida: reconhecer as consequências da crise demográfica, assumir responsabilidade diante de gerações que terão aposentadorias magras e incertas, e criar um fundo capaz de investir na economia real no longo prazo.
Iniciativa semelhante foi lançada nos Estados Unidos e é discutida na Alemanha e em outros países europeus. O economista Luigi Guiso estudou o baby equity fund no livro Famiglie e risparmio. Em pesquisa com colaboradores, 40% dos entrevistados destinariam o cheque inicial ao fundo, 30% apenas em parte e 30% gastariam de imediato.
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Leia o artigo original em italiano no Corriere della Sera.






































