O reajuste das tarifas reembolsadas a clínicas privadas credenciadas encareceu os tickets de saúde na Itália a partir de 21 de setembro. O aumento atinge centenas de consultas e exames diagnósticos, além de lentes de contato, coletes corretivos e próteses. Para o paciente não isento, a alta média é de 1,50 euro, o que soma cerca de 27 milhões de euro a mais por ano, informou o jornal La Stampa, nesta quinta-feira (24).
Na Itália, a saúde pública custa menos que a média da União Europeia, mas o gasto direto das famílias é maior. O chamado desembolso do próprio bolso chega a cerca de 23% do total, nove pontos acima da média europeia. Segundo o Istat, o gasto nominal por habitante subiu de 2.637 euro em 2019 para 3.225 euro em 2025. Desse total, 2.388 euro vêm do setor público, 719 euro das famílias e 118 euro de planos voluntários.
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Levantamento citado pelo jornal aponta que mais de 8 em cada 10 pacientes têm dificuldade para obter próteses e órteses pelo sistema público, e 63% pagam do próprio bolso. Metade relata longas filas, burocracia e falta de informação. Em 2024, os cidadãos declararam 46,41 bilhões de euro em despesas de saúde, contra 28,13 bilhões em 2016. Quase metade foi para consultas especializadas e cirurgias, com peso dos tratamentos dentários.
As estruturas autorizadas mas não credenciadas ao sistema público, como laboratórios e centros de reabilitação, cresceram.
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