A inflação elevou em 15 bilhões de euros as despesas da Itália com pensões e ampliou também o gasto com o auxílio único destinado às famílias. Os juros pagos sobre a dívida pública passaram a superar o valor que o Estado destina a políticas sociais e ao trabalho. O aumento de preços corrói o espaço disponível para financiar as medidas que as forças da maioria pretendem inserir na lei orçamentária, publicou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta domingo (4).
A alta foi alimentada pelos aumentos nos preços da energia ligados à guerra no Oriente Médio. Além de reduzir o poder de compra das famílias, a inflação faz crescer a arrecadação por meio do chamado fiscal drag, mecanismo pelo qual o reajuste dos salários empurra contribuintes para faixas de imposto mais altas, elevando a carga tributária sem mudança nas alíquotas.
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Boa parte das despesas do Estado é indexada à variação dos preços. Quando a inflação sobe, esses gastos crescem automaticamente, como ocorre com as pensões e com o auxílio único às famílias. O resultado é a elevação das saídas de recursos públicos no mesmo período em que o custo de rolar a dívida aumenta.
A lei orçamentária é o instrumento anual com que o governo italiano define receitas e despesas do ano seguinte.
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