A próxima lei orçamentária da Itália terá como prioridade os cortes de impostos, com a ampliação da alíquota intermediária do Irpef de 33% para quem declara até 60 mil euros por ano e a criação de uma flat tax para menores de 35 anos. O governo fará os esforços necessários para encontrar as coberturas dessas medidas, enquanto esfria uma intervenção na área previdenciária, informou o jornal Il Messaggero, nesta sábado (3).
O documento programático de finanças públicas aponta um quadro de forte prudência, que contrasta com a pressão dos partidos da maioria por mais gastos. A margem é limitada pela crise energética, pelo retorno da inflação e pelo aumento da despesa com juros, quase 10 bilhões de euros a mais no fim de 2026 para refinanciar a dívida. O custo total dos juros chega a pouco mais de 30 bilhões até 2030, passando de 87,158 bilhões no ano passado para 96,877 bilhões em 2026 e 117,197 bilhões no triênio seguinte.
Para 2026, o governo projeta crescimento de 1%, desemprego em queda a 5,7%, saldo primário em alta de 0,8% para 1,2% e déficit abaixo de 3% do PIB, para sair do procedimento de infração europeu. A dívida deve chegar a 136,7% do PIB em 2026 e 138,5% em 2028, começando a cair só a partir daquele ano, para 137,7%.
No apoio à classe média entram ainda a isenção do décimo terceiro e a confirmação da isenção para reajustes salariais, medidas que somam quase 7 bilhões de.
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