Alessandro Roncarati, 46 anos, trocou a Itália por Viena em busca de salário melhor e de tempo, e diz que não quer mais fazer o papel de escravo. Nascido em Zurique, filho de italianos, criado em Ferrara e formado em economia e direito em Bolonha, ele hoje trabalha em uma multinacional alemã do setor de energia e ganha bem acima da média italiana, publicou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta domingo (11).
O relato ilustra a fuga de profissionais qualificados da Itália, atraídos por salários e condições de trabalho melhores no exterior. Roncarati compara os dois mercados. Na Áustria, lembra, um recém formado começava na época com cerca de 2.300 euros mensais. Depois de seis anos de trabalho na Itália, diz, ele nunca tinha visto essa cifra.
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Em Milão, atuou como contador e revisor, chegou a ganhar 1.300 euros como autônomo e viveu em um quarto de 8 metros quadrados, com banheiro no corredor. Durante um mestrado, teve de escrever uma carta de desculpas após uma discussão. Quando foi aprovado para um curso em Viena, conta que os colegas reagiram com raiva e o chefe deixou de falar com ele.
Chegou à Áustria em setembro de 2012, com um emprego de meio período de 1.200 euros brutos por 20 horas semanais. Passou por mestrado e doutorado em direito tributário internacional, no início sem remuneração. Depois de três anos no emprego atual, teve aumento de 20%.
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