Um robalo comprado por 20 euros numa peixaria de Palermo serviu de base para uma coluna que cobra da premiê Giorgia Meloni explicações sobre a política energética italiana. A autora relata que pagou na confiança, sem etiqueta que indicasse se o peixe era pescado ou de cativeiro, a zona de captura ou o instrumento usado, e sem preço exposto, a 25 euros o quilo, informou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta quarta-feira (30).
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O texto liga o preço do peixe ao custo da energia. A pesca é uma das atividades mais expostas ao preço dos combustíveis: gasta-se combustível para sair ao mar, energia para conservar o pescado e combustível para transportá-lo. No fim, alguém paga a conta, e esse alguém é também o consumidor no balcão. A normativa europeia, lembra a autora, exige informar a espécie, o método de produção, a área de captura ou criação e o instrumento de pesca, mesmo no peixe vendido a granel.
A partir daí, a coluna aponta o que chama de contradição da política italiana. Se o aquecimento global é alimentado pelo uso de combustíveis fósseis, questiona, que sentido faz apresentar a busca de novas jazidas de gás e petróleo como resposta à vulnerabilidade energética. Perfurar significa procurar novo carbono fóssil que, ao ser usado, produz mais CO2, enquanto a cadeia do gás traz o problema das emissões de metano.
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