Angelica Pasculli descobriu um tumor no pâncreas quando estava no terceiro mês de gravidez. Diante da escolha entre a própria vida e a do filho, optou pelo bebê, que hoje é a razão de viver dela e do marido, Pasquale. Sem quimioterapia, a doença avançou, e agora a única esperança de Angelica é um medicamento descoberto nos Estados Unidos, mas que não está disponível na Europa, publicou o jornal La Stampa, nesta quinta-feira (1).
O câncer de pâncreas é um dos mais difíceis de tratar. Costuma dar poucos sintomas no início e muitas vezes é detectado em estágio avançado, o que reduz as chances de resposta à terapia. A gravidez acrescenta uma camada de risco, porque parte dos tratamentos oncológicos pode afetar o feto. Foi nesse contexto que Angelica tomou a decisão de preservar a gestação em vez de iniciar a quimioterapia.
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O caso expõe uma diferença de acesso a medicamentos entre países. Um remédio pode estar aprovado e em uso em um mercado, como o dos Estados Unidos, e ainda não ter liberação para venda em outro, como na Europa, por depender de avaliação das agências reguladoras locais. Enquanto a autorização não sai, pacientes ficam sem acesso formal ao produto no próprio país.
Angelica define o que busca como um “super-remédio”. Ela e Pasquale concentram agora as esperanças nesse tratamento, apontado como a única alternativa diante do avanço da doença.
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