A próxima lei orçamentária da Itália deve reformular o imposto de renda Irpef para as rendas médias, com corte de tributação para quem ganha até 60 mil euros por ano. A meta do governo é concluir a reforma fiscal iniciada em 2023 e beneficiar a parcela de contribuintes até agora excluída dos cortes feitos em anos anteriores, publicou o jornal Il Messaggero, nesta quinta-feira (1).
A Irpef é o imposto de renda das pessoas físicas na Itália, cobrado por faixas de renda. Há um ano, a intenção era estender a alíquota de 33% até o teto de 60 mil euros, mas razões de contenção de gastos levaram o Ministério da Economia a optar por um avanço gradual. Na manobra anterior, o governo reduziu em dois pontos a tributação de quem ganha até 50 mil euros, medida que custa 2,8 bilhões de euros.
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O foco do novo texto será nos jovens. A ideia é garantir tributação reduzida de 5% sobre os aumentos salariais de trabalhadores com menos de 30 anos, faixa de idade ainda em discussão. A medida deve caminhar junto com a prorrogação da isenção sobre aumentos de contratos coletivos, bandeira do sindicato Uil. O governo também quer tornar estrutural a suspensão do imposto sobre motos e automóveis, que vale quase 2,4 bilhões de euros.
A redação do Orçamento corre em paralelo à tentativa da Itália de sair do procedimento europeu por déficit excessivo.
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