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Política

Governo sinaliza eleição italiana em outubro de 2027 e alonga corrida entre nomes ligados ao Brasil

Declaração de ministro de Meloni aponta votação para o fim da legislatura; possíveis candidatos já se movimentam na América do Sul, enquanto reforma eleitoral pode mudar representação dos italianos no exterior

Marcelo de Carvalho Fragali, citado entre os nomes que podem disputar uma vaga no Senado italiano nas eleições de 2027 | Foto: Divulgação
Marcelo de Carvalho Fragali, citado entre os nomes que podem disputar uma vaga no Senado italiano nas eleições de 2027 | Foto: Divulgação

A próxima eleição legislativa italiana deve ocorrer em outubro de 2027, no fim natural da atual legislatura, segundo uma sinalização do governo de Giorgia Meloni.

A indicação foi dada nesta sexta-feira (25) pelo ministro da Educação, Giuseppe Valditara, durante entrevista à emissora La7.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

“Todos concordam em votar em outubro do ano que vem”, afirmou Valditara, em referência aos partidos da coalizão governista.

A declaração reforça a intenção da maioria de levar a legislatura até o fim e reduz, por enquanto, a possibilidade de eleições antecipadas no primeiro semestre de 2027.

A data, porém, ainda não está formalmente definida. A convocação das eleições depende do encerramento da legislatura e dos procedimentos previstos pela Constituição italiana.

No início de setembro, o vice-premiê Matteo Salvini também havia defendido que a votação ocorresse no fim do mandato.

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Para os italianos residentes na América do Sul, o horizonte de outubro de 2027 prolonga uma movimentação eleitoral que já começou, especialmente no Brasil.

Nomes conhecidos da política ítalo-brasileira vêm ampliando a presença em encontros e debates relacionados à comunidade italiana no exterior, num momento marcado também pelas mudanças nas regras de reconhecimento da cidadania italiana.

Entre eles está Luis Roberto Lorenzato, ex-deputado eleito em 2018 pela coalizão de centro-direita. Ele tentou retornar à Câmara nas eleições de 2022.

Bendita Cidadania, analise de cidadania italiana

Outro nome central nesse cenário é Fabio Porta, atual deputado do Partido Democrático. Ele está em seu terceiro mandato na Câmara e também exerceu um mandato no Senado.

No Brasil, há ainda movimentações em torno de Marcelo de Carvalho Fragali, empresário e apresentador de TV, citado em meios da comunidade como possível postulante ao Senado italiano.

Daniel Taddone, presença frequente nos debates sobre cidadania italiana e representação dos italianos no exterior, também aparece entre os nomes mencionados para a próxima disputa, mas ainda não anunciou candidatura.

Reforma pode mudar disputa no exterior

A corrida eleitoral ocorre enquanto o Parlamento italiano discute uma mudança relevante nas regras da próxima eleição.

O Senado aprovou em 15 de setembro uma reforma que substitui, no território italiano, o atual sistema misto por um modelo de base proporcional, acompanhado de um prêmio de governabilidade.

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Pelo texto aprovado, uma lista ou coalizão que obtenha o maior número de votos e alcance pelo menos 42% dos votos válidos nas duas Casas poderá receber um prêmio fixo de 70 cadeiras na Câmara e 35 no Senado.

Como o Senado modificou o projeto anteriormente aprovado pelos deputados, o texto terá de voltar à Câmara.

A proposta também altera diretamente a Circoscrizione Estero.

Para a Câmara dos Deputados, as atuais quatro repartições eleitorais no exterior seriam reduzidas a duas: Europa e uma grande repartição reunindo Américas, África, Ásia, Oceania e Antártida.

Para o Senado, a mudança é ainda maior. As atuais repartições seriam eliminadas e os quatro senadores eleitos no exterior passariam a ser escolhidos em uma única circunscrição mundial.

Se a reforma for definitivamente aprovada nesses termos, a estratégia dos candidatos ligados ao Brasil poderá mudar substancialmente, sobretudo na disputa pelo Senado.

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Campanha começou cedo

A perspectiva de votação somente no segundo semestre de 2027 cria uma campanha particularmente longa para quem já começou a se movimentar.

Ainda falta mais de um ano para a eleição.

O intervalo oferece tempo para construir alianças e ampliar a presença junto aos eleitores, mas também exige manter exposição política por um período prolongado antes mesmo da abertura oficial da campanha.

E as próprias regras da disputa ainda podem mudar.

Para os candidatos ligados à comunidade italiana no Brasil, portanto, outubro de 2027 ainda está distante. Mas a movimentação política para chegar ao Parlamento italiano já começou.

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