Uma nova companhia aérea italiana poderá começar a operar com jatos da brasileira Embraer. A Puglia Sky, projeto criado para ampliar as conexões aéreas no sul da Itália, mantém entre seus planos a utilização de dois aviões regionais da fabricante brasileira.
O interesse nos jatos da Embraer não é recente. Em dezembro de 2025, a publicação especializada ch-aviation informou que a Puglia Sky avaliava incorporar dois jatos regionais da Embraer, sem especificar os modelos. A intenção era utilizar as aeronaves principalmente em operações ligadas ao aeroporto de Foggia e, posteriormente, em outros aeroportos regionais italianos.
O projeto avançou nos meses seguintes. Em fevereiro, empresários envolvidos na iniciativa apresentaram o plano na sede da Confindustria Bari-Bat. A proposta prevê começar com uma ou duas aeronaves e alcançar um capital inicial de cerca de 10 milhões de euros.
A previsão anunciada pelos responsáveis é iniciar os voos entre o fim de 2026 e o começo de 2027. As primeiras operações devem se concentrar nos aeroportos de Foggia e Grottaglie, com expansão posterior para Brindisi e Bari. Roma e Milão aparecem como os principais destinos da fase inicial.
Embraer ainda não está confirmada
Apesar do interesse pelos aviões brasileiros, a composição definitiva da frota ainda não foi anunciada.
Em março, o projeto previa a obtenção, por meio de leasing, de dois aviões com aproximadamente 90 lugares. A escolha do modelo é uma das decisões que influenciarão diretamente o investimento necessário para colocar a companhia em operação.
Por isso, não há até agora confirmação pública de contrato para aquisição ou leasing de aeronaves da Embraer, nem indicação oficial sobre qual modelo seria escolhido.
A companhia também ainda não iniciou a venda de passagens. Em junho, uma publicação italiana especializada em aviação observou que a Puglia Sky continuava sem site próprio e que o prazo anunciado para a estreia permanecia entre o fim de 2026 e o início de 2027.
O plano da nova aérea é reduzir a dependência da Puglia das grandes companhias de baixo custo e aumentar a oferta de voos domésticos, especialmente para passageiros que precisam viajar entre o sul da Itália, Roma e Milão.
Se o projeto avançar com a Embraer, a fabricante brasileira poderá ganhar mais uma operadora de seus jatos regionais no mercado italiano.
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