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Sophia Loren deixa aposentadoria para estrelar drama da Netflix

Sophia Loren não trabalhava em nenhum projeto desde 2014

Sem aparecer no cinema desde o musical Nine (2009), a italiana Sophia Loren voltará a atuar em um longa para a Netflix. Chamado de La Vita Davanti a Sè (A Vida à Frente, em tradução livre), o filme é uma adaptação contemporânea do livro A Vida à Sua Frente (1975), do autor francês Romain Gary (1914-1980).

A direção da La Vita Davanti a Sé é de Edoardo Ponti (de Desejo de Liberade), filho de Sophia, com roteiro de Ugo Chiti (de O Conto dos Contos). Ainda não há previsão de estreia, mas especula-se que a plataforma de streaming deverá lançar o filme em festivais de cinema pelo mundo para conquistar a crítica e iniciar a campanha para as premiações do ano que vem.

Sophia Loren viverá a protagonista, Madame Rosa, uma sobrevivente do Holocausto que tem uma espécie de creche na casa em que mora no litoral da Itália. Sua vida muda quando ela começa a cuidar de Momo (Ibrahima Gueye), um imigrante de 12 anos de Senegal que tinha acabado de roubá-la.

No livro original, Madame Rosa era uma prostituta aposentada que cuidava dos filhos de outras garotas de programa em seu apartamento.

A história já foi adaptada para o cinema em 1977, com Madame Rosa – A Vida à Sua Frente, ganhador do Oscar de melhor filme estrangeiro no ano seguinte. Na ocasião, o papel ficou com Simone Signoret (1921-1985), vencedora do prêmio máximo da sétima arte por Almas em Leilão (1959).

“Eu estou muito feliz de trabalhar com a Netflix em um filme tão especial. Ao longo da minha carreira, eu já trabalhei com os maiores estúdios, mas posso dizer com certeza que nenhum deles tinha o alcance e a diversidade cultural da Netflix, e isso é o que eu mais gosto nela”, disse Sophia em um comunicado à imprensa.

Ganhadora do Oscar de melhor atriz por Duas Mulheres (1960), Sophia Loren não trabalhava em nenhum projeto desde 2014, quando fez o curta-metragem Voce Umana (Voz Humana). Antes, ela havia atuado na minissérie La Mia Casa È Piena di Specchi (A Minha Casa Está Cheia de Espelhos), sua própria biografia, na qual ela interpretou sua mãe.

Com carreira bissexta, esse será apenas o oitavo projeto da veterana de 85 anos neste milênio. Na década de 1990, ela também atuou pouco: fez só quatro longas.

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