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Cotidiano

Italianos presos no ‘Alligator Alcatraz’: o que se sabe sobre os casos na Flórida

Farnesina acompanha italianos presos em prisão para migrantes na Flórida.

Farnesina acompanha italianos presos em prisão para migrantes na Flórida
O centro de detenção “Alligator Alcatraz” fica em área isolada e cercada por fauna selvagem

Ao menos dois cidadãos italianos estão detidos em um centro para imigrantes na Flórida, conhecido como “Alligator Alcatraz”, localizado na isolada reserva Big Cypress. A estrutura, que funciona no antigo aeroporto Dade-Collier, foi criada para reter imigrantes em processo de deportação.

Gaetano Cateno Mirabella e Fernando Eduardo Artese (dir) | Foto:  Tgcom24
Gaetano Cateno Mirabella e Fernando Eduardo Artese (dir) | Foto: Tgcom24

Desde sua inauguração, em julho de 2025, o centro tem sido alvo de críticas por suas condições consideradas desumanas.

De Taormina

Gaetano Cateno Mirabella, de 45 anos, nascido em Taormina, na Sicília, foi preso em 3 de janeiro na Flórida, acusado de posse ilegal de medicamentos, agressão e violência contra um idoso. Após seis meses de prisão, ele foi transferido para a custódia do ICE (Imigração e Alfândega dos EUA) em 7 de maio e, em 9 de julho, levado ao centro de Dade-Collier.

Segundo sua defesa, o italiano estaria sofrendo violações de direitos humanos e detenção prolongada. Um recurso foi protocolado para contestar as autoridades americanas.

Mandado antigo

Fernando Eduardo Artese, de 63 anos, nasceu em Buenos Aires, mas possui cidadania italiana. Vivendo há cerca de dez anos nos Estados Unidos com esposa e filha, ele foi parado em uma fiscalização em 25 de junho. Um mandado antigo por dirigir sem carteira válida foi o motivo da detenção. Em 1º de julho, foi transferido para a custódia do ICE e dois dias depois levado ao mesmo centro que Mirabella.

Diferente do conterrâneo, Artese não tem histórico criminal relevante, mas seu caso ilustra falhas no sistema imigratório dos EUA, segundo juristas e entidades de direitos civis.

“Aqui se humilham migrantes”

Artese concedeu entrevista ao jornal La Voce di New York e relatou condições precárias no local. “As pessoas são tratadas como criminosos”, disse. Ele citou alimentação insuficiente, falta de cuidados médicos e tensão constante. Denúncias semelhantes já haviam sido registradas por veículos americanos e ONGs internacionais, que mencionam superlotação, isolamento e medidas incompatíveis com um centro de caráter administrativo.

Isolamento extremo e fauna perigosa

O “Alligator Alcatraz” fica em área remota, cercada por fauna selvagem, incluindo jacarés — o que, segundo autoridades locais, serve como medida de segurança contra fugas. No entanto, a estrutura é criticada por parecer mais uma prisão de segurança máxima do que um centro de acolhimento temporário.

Farnesina acompanha os casos

O Ministério das Relações Exteriores da Itália informou estar monitorando os casos de perto por meio do consulado em Miami e da embaixada em Washington. “Estamos em contato direto com o ICE e com os familiares dos cidadãos italianos detidos, prestando assistência consular e garantindo seus direitos”, diz nota oficial.

Ambos os italianos aguardam repatriação, mas até o momento não há data definida para o retorno.

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