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Itália expulsa chineses acusados de espionar e intimidar dissidentes

O Ministério do Interior agiu após relatos de que agentes chineses invadiram, em 2024, dados policiais ligados à proteção de dissidentes.

A famosa dança do dragão nas ruas do centro de Turim durante o Festival do Ano Novo Chinês de 2015.
A famosa dança do dragão nas ruas do centro de Turim durante o Festival do Ano Novo Chinês de 2015.

Autoridades italianas ordenaram a expulsão de oito cidadãos chineses suspeitos de espionar dissidentes no país. A medida foi tomada pelo Ministério do Interior após investigações apontarem riscos à segurança nacional.

Segundo informações divulgadas pela imprensa italiana, os indivíduos teriam atuado para localizar críticos do governo chinês que vivem na Itália. O objetivo seria intimidar e monitorar essas pessoas, levantando preocupações de “segurança nacional”.

Três dos suspeitos já foram repatriados. Um permanece detido em Roma enquanto aguarda a conclusão do processo de expulsão. Outros quatro já deixaram o território italiano.

Caso inédito na Itália

De acordo com especialistas, é a primeira vez que a Itália determina expulsões com base em acusações de repressão transnacional.

A medida foi considerada um marco por organizações de direitos humanos. Laura Harth, da Safeguard Defenders, afirmou: “Estou positivamente surpresa por finalmente vermos uma ação”.

Ela também disse que “há uma clara preocupação e atenção dentro da polícia especializada sobre esse tema”, mas apontou limitações na resposta política.

Em outros países, casos semelhantes já resultaram em processos criminais. Na Itália, porém, não houve acusação formal contra os envolvidos.

Investigações e vigilância

O episódio ocorre após anos de denúncias sobre monitoramento de dissidentes chineses no exterior.

Relatórios indicam que associações e grupos ligados à comunidade chinesa foram usados como estruturas de vigilância em diversos países, incluindo a Itália.

Autoridades também investigam ações de espionagem digital. Entre 2024 e 2025, hackers ligados ao governo chinês teriam acessado o banco de dados de uma unidade policial italiana responsável por proteger dissidentes.

O sistema continha informações sobre cerca de 5 mil agentes e dados de pessoas monitoradas.

Pressão sobre ativistas

Ativistas relatam aumento da pressão e do medo de represálias.

Um dos casos envolve um dissidente conhecido como “Teacher Li”, que vive na Itália. Ele afirmou ter sido “ameaçado por desconhecidos” após seu endereço ser identificado.

Após a expulsão dos suspeitos, o ativista agradeceu publicamente ao governo italiano. Em publicação, afirmou: “Isso representa não apenas proteção para nós, mas também a defesa de princípios democráticos fundamentais e do Estado de direito”.

Contexto internacional

O tema da repressão transnacional tem ganhado atenção na Europa.

O Parlamento Europeu aprovou recentemente uma resolução condenando esse tipo de prática por governos estrangeiros.

Especialistas afirmam que a resposta ainda depende da atuação de cada país. Segundo Harth, a medida europeia “não muda realmente nada na prática”.

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