O teto de 30% de estrangeiros por turma deve atingir cerca de mil classes entre as 300 mil existentes na Itália, o equivalente a 0,33% do total. São estudantes que ainda não falam italiano: 750 no ensino primário e as demais nas médias e superiores. O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, trabalha há meses num decreto para transformar o princípio em obrigação legal, com limite para cidadãos de fora da União Europeia que não conhecem ou conhecem pouco o idioma, noticiou o jornal La Stampa, nesta terça-feira (22).
A medida deve chegar em breve ao Conselho de Ministros, segundo anúncio da premiê Giorgia Meloni. O limite de 30% já existe na prática. Foi fixado há 16 anos pela então ministra Mariastella Gelmini, com exceções. O que muda agora é a intenção de transformar o critério em lei. Modelo parecido é lei na Dinamarca desde 2018.
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Diretores e professores minimizam os números. “Mil classes em trezentas mil não são muitas”, afirmou Mario Rusconi, presidente da Anp de Roma. Muitos lembraram o artigo 34 da Constituição italiana, segundo o qual a escola é aberta a todos, e repetiram, do Norte ao Sul, que não mandam ninguém embora.
Os estudantes com cidadania estrangeira somam 931.323, ou 11,6% dos 8 milhões de alunos, quase 12 em cada 100, segundo dados de 2025. A alta densidade multiétnica se concentra em bairros de grandes cidades.
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