Um decreto do governo italiano vai estabelecer por lei um número máximo de estudantes estrangeiros por turma nas escolas. O pacote também prevê cursos obrigatórios de italiano para pais de alunos estrangeiros com graves problemas de inserção escolar e proíbe o uso de burca e niqab nos colégios. As medidas foram anunciadas pela primeira-ministra Giorgia Meloni e devem chegar ao Conselho de Ministros, informou o jornal Il Messaggero, nesta segunda-feira (21).
O Conselho de Ministros é o órgão que reúne a chefe de governo e os ministros para aprovar decretos e projetos na Itália. Por ele passa a etapa central das propostas do Executivo antes de virarem norma. O pacote sobre integração escolar segue esse caminho, com efeito direto sobre a rotina das escolas e das famílias de estudantes estrangeiros.
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Meloni falou em uma regra que fixaria por lei o teto de alunos estrangeiros por classe. Também citou a obrigação para os pais de alunos estrangeiros com graves problemas de inserção escolar de aprender o italiano. O texto deve tratar ainda do véu integral dentro das instituições de ensino.
Restam dúvidas sobre o que muda na prática. Uma delas é se o teto será mesmo de 30% para todos os estudantes estrangeiros, ponto que aparece em discussão mas ainda não está definido no anúncio.
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