Os institutos técnicos italianos vão adotar um novo currículo de cinco anos, com ensino de inteligência artificial, robótica e temas ambientais, dentro da reforma conduzida pelo ministro da Educação, Giuseppe Valditara. O ministério enviou às escolas um documento de 27 páginas com as primeiras orientações para a montagem do currículo, informou o jornal La Stampa.
A mudança busca aproximar a formação técnica do modelo europeu Tvet, criado pela Unesco, que propõe uma educação voltada ao desenvolvimento integral da pessoa e não apenas ao treino para o trabalho. Os eixos centrais são o digital e o verde. A proposta prevê maior flexibilidade entre escola, trabalho e universidade, com o fim dos chamados “becos sem saída” na trajetória do estudante.
Valditara também anunciou que institutos técnicos e profissionais passarão a se chamar “liceus”, em declaração ao site Skuola.net. Segundo ele, a escola prevista na Constituição não pode mais distinguir entre liceu e instituto, pois todos têm “igual dignidade”. A medida deve entrar em um futuro decreto. Os sindicatos anunciaram resistência à reforma.
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Leia o artigo original em italiano no jornal La Stampa.
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