O Conselho de Ministros da Itália aprovou o Documento Programático de Finanças Públicas e autorizou um déficit extra de 29 bilhões de euros destinado a energia e defesa, por meio do uso parcial da cláusula nacional de salvaguarda. O compromisso de gasto é de pouco mais de 7 bilhões de euros por ano em cada área no próximo biênio. O valor ficou abaixo dos 36 bilhões cogitados em agosto, informou o jornal Il Sole 24 Ore, nesta sexta-feira (2).
Os números do documento definem o quadro da próxima lei orçamentária e irão a voto apenas na terça-feira, 13. A ativação da cláusula pressiona o déficit, que depois de 2,9% do PIB neste ano deve subir a 3,4% no próximo, recuar a 3,3% no ano seguinte e cair a 2,4% em 2029. O corte de 7 bilhões na defesa atendeu a parte do centro-direita, como a Liga, que pedia redução no capítulo de segurança e rearmamento.
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O ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, defendeu uma manobra “séria” e disse que a abordagem precisa ser mais prudente do que o anunciado há um mês. Segundo ele, os dados de déficit de 2027 e 2028 ficam acima de 3%, mas devem ser depurados do gasto com defesa e energia, equivalente a 0,6%, o que abriria espaço para ficar abaixo do limite. A taxa de crescimento programada para 2026 foi atualizada para 1%.
O peso da dívida, de 138,1% em 2026, deve crescer também em 2027, chegando a 138,5%, antes de recuar nos anos seguintes.
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