O engenheiro de informática italiano Giampaolo Capelli, 46 anos, afirma que só voltaria a viver na Itália se houvesse mais dinheiro e mais respeito pelo trabalho técnico. Formado em Bolonha em 2005, ele trabalhou sete anos no país antes de se mudar para a França, em 2012. Hoje vive em Antibes, no sul do país, perto de Nice e da fronteira italiana, a cerca de 300 metros do mar, e atua em um polo tecnológico da Costa Azul, noticiou o jornal Il Fatto Quotidiano, nesta domingo (4).
O relato reflete um debate recorrente sobre a saída de profissionais qualificados da Itália. Capelli, porém, rejeita o rótulo de “cérebro em fuga”. Para ele, a expressão descreve melhor quem estudou e não consegue usar o próprio título no país. Ele se define como alguém que buscou uma oportunidade e encontrou fora a chance de seguir como técnico sem perder renda nem reconhecimento.
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