Famílias de alunos estrangeiros da escola Di Donato-Manin, no bairro Esquilino de Roma, reagiram com medo à aprovação do decreto sobre escolas na Itália. Uma mãe relatou que um dos filhos disse ao irmão: «Prepare-se, vamos ter de mudar de escola porque somos negros». O outro respondeu que tem cidadania italiana, e a turma passou a discutir quem é considerado estrangeiro, informou o jornal La Stampa, nesta segunda-feira (28).
O decreto foi aprovado pelo Conselho de Ministros da Itália em 24 de setembro. Ele prevê, a partir do ano letivo 2027/28, um teto de 30% de alunos estrangeiros nas primeiras séries. O limite não vale genericamente para toda criança com origem migratória. No ensino primário, entram na conta apenas os alunos sem cidadania italiana que não nasceram na Itália ou que não frequentaram ao menos dois anos da educação infantil. Uma criança com cidadania italiana, portanto, fica fora do limite.
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A associação de pais da escola se mobiliza contra a medida e a define como racista. O grupo espera que o presidente Sergio Mattarella não promulgue o decreto. A escola Di Donato-Manin é conhecida por reunir alunos de várias origens, característica do bairro Esquilino, na região central de Roma.
O caso da Di Donato-Manin não é isolado. De Roma a Gênova, famílias se organizam contra o decreto, com o argumento de que os filhos não são cotas.
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