A cinza do vulcão Etna mantém o aeroporto de Catânia fechado há três dias e obriga milhares de viajantes a improvisar a volta para casa. Pousos e decolagens estão suspensos, como já havia ocorrido em agosto. Com poucos voos alternativos, há quem recorra a táxis de até 800 euros, ônibus ou navio, informou o jornal Corriere della Sera, nesta segunda-feira (28).
O Etna fica na Sicília, no sul da Itália, e é o maior vulcão ativo da Europa. Quando entra em atividade, as nuvens de cinza representam risco para os motores das aeronaves, o que leva ao fechamento do espaço aéreo. A decisão de suspender os voos segue os boletins do Ingv, o instituto de vulcanologia italiano, que emite alerta vermelho quando a concentração de cinza é alta.
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Os relatos de passageiros presos mostram o tamanho do transtorno. Um grupo de 34 suíços com voo para Milão precisou ser levado a Reggio Calábria e, sem lugar em aviões, seguiu de ônibus até Milão, com uma noite de hotel e depois viagem a Zurique. O gasto extra chegou a 15 mil euros. Quatro ingleses tiveram o voo cancelado e enfrentam dois dias de viagem, com ônibus até Roma e depois avião a Londres.
Nicola Torrisi, presidente da Sac, empresa que administra o aeroporto, afirmou que o vulcão desespera desde agosto. Segundo ele, antes o bloqueio durava um ou dois dias, não quase dois meses seguidos. A segurança vem primeiro, disse.
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